https://periodicos.ufba.br/index.php/laje/issue/feedLaje2025-11-18T00:03:04+00:00Leo Name (Editor-Chefe)leonardo.name@ufba.brOpen Journal Systems<p>Laje é uma publicação semestral do grupo de pesquisa ¡DALE! – Decolonizar a América Latina e seus Espaços, cuja coordenação está lotada na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia. Dedica-se ao giro decolonial latino-americano, às epistemologias do sul e à descolonização do conhecimento, priorizando uma produção transdisciplinar em interseção (de maneira nenhuma exclusiva) com o campo da arquitetura. Área do conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas. Periodicidade: Semestral</p>https://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70748Edição completa — Dossiê Mobilidades do/no Sul2025-10-25T14:36:29+00:00Revista Lajelpmname@gmail.com2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Lajehttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70749Editorial — Mobilidades do/no Sul2025-10-25T14:48:40+00:00Camila dos Santos Moraescamila.moraes@unirio.brMaria Alice de Faria Nogueiramariaalice.nogueira@eco.ufrj.br2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Camila dos Santos Moraes, Maria Alice de Faria Nogueirahttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70751Infraestruturas e espaço urbano: a importância da perspectiva histórica do movimento2025-10-25T15:07:41+00:00 Dhan Zunino-Singhdhansebastian@gmail.comMaria Alice de Faria Nogueiramariaalice.nogueira@eco.ufrj.brCamila dos Santos Moraescamila.moraes@unirio.br2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Dhan Zunino-Singh, Maria Alice de Faria Nogueira , Camila dos Santos Moraeshttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70752Do cotidiano à política pública: mobilidades, gênero e cidade2025-10-25T15:17:02+00:00Paola Jirónpjiron@gmail.comCamila dos Santos Moraescamila.moraes@unirio.brMaria Alice de Faria Nogueiramariaalice.nogueira@eco.ufrj.br2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Paola Jirón, Camila dos Santos Moraes , Maria Alice de Faria Nogueirahttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70753Transformando-me na “sombra”2025-10-25T15:30:16+00:00Paola Jirónpjiron@gmail.com<p>Este artigo propõe uma metodologia híbrida e interdisciplinar para entender a experiência da mobilidade na cidade de Santiago do Chile, a partir de um ponto de vista fenomenológico. Essa metodologia corresponde ao “acompanhamento” das práticas de mobilidade, que consiste em acompanhar os viajantes em seus deslocamentos e ocupações cotidianas durante um período de tempo. Dessa forma, procura-se captar as formas pelas quais a mobilidade é experimentada pelos habitantes das cidades hoje em dia. Na primeira seção, é apresentada uma descrição das diversas formas como os métodos móveis evoluíram; em seguida, explica-se a abordagem etnográfica de acompanhamento adotado para esta pesquisa, e se conclui com uma descrição e análise de um estudo de caso.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Paola Jirónhttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70755O subúrbio que o Rio de Janeiro inventou2025-10-25T15:47:27+00:00Frank Andrew Daviesdaviesfr@gmail.comBianca Freire-Medeirosbfreiremedeiros@gmail.com<p>Na cidade do Rio de Janeiro, a categoria subúrbio carrega um sentido particular, acumulando conotações estéticas, morais e afetivas. O objetivo deste texto é analisar as <em>mobilidades imaginativas</em> que envolvem os subúrbios cariocas. Inspirados pela grade analítica do giro móvel da teoria social, tomamos como <em>corpus</em> empírico obras audiovisuais que fizeram e fazem circular sentidos polissêmicos em torno da categoria. <em>A falecida</em> (1965), <em>A Grande Família</em> (1972-1975 e 2001-2014) e <em>Suburbia</em> (2012) refletem possibilidades que orbitam o repertório imaginativo sobre os subúrbios e seus viventes, amplificando sua dimensão alegórica e revelando nuances exploradas por seus significados. Longe de refletir uma análise sistemática dessa produção, buscamos sublinhar a relevância do tema e levantar questões para uma agenda de pesquisa sensível às mobilidades imaginativas que definem o cardápio de representações sobre as cidades brasileiras, latino-americanas e do chamado Sul Global.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Frank Andrew Davies, Bianca Freire-Medeiroshttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70757Performance e mobilização coletiva2025-10-25T16:00:30+00:00Talita Vasconcelos Brandãotalitabrandaoufmg@gmail.comCamila Maciel Campolina Alves Mantovanicamilamm@gmail.com<p>Este artigo reflete acerca da performance “Chorar os Filhos” de Nina Caetano, apresentada no Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte em 2018, e sua vídeo-palestra-performance subsequente, “Queremos que o Estado pare de matar menino”, de 2022. Utilizando os conceitos de Judith Butler e Jacques Rancière, e depoimentos do site “Quando o luto é luta” de Rafaela Lima (2023), o texto tem como pano de fundo os tensionamentos de uma mobilidade vivida como uma promessa frustrada ou uma impossibilidade. Na medida em que a mobilidade está sempre em relação com imobilidades (SHELLER; URRY, 2008), que a sustentam ou a desafiam, a interrupção do fluxo urbano pela performance pode ser lida como uma forma de imobilidade estratégica, que força os sujeitos a parar, refletir e confrontar a violência de Estado. Ao abordar como a performance se constitui em um espaço de resistência e renovação na coletividade das mães, buscamos refletir sobre novas formas de habitar e marcar espaços de resistência.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Talita Vasconcelos Brandão, Camila Maciel Campolina Alves Mantovanihttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70758Weaponização da narrativa sobre migrantes no Sul Global2025-10-25T16:09:32+00:00Suzana Duarte Santos Mallardsuzana.dsm@gmail.com<p>Nas últimas décadas, as migrações forçadas ganharam relevância internacional, sendo frequentemente manipuladas como ferramenta política por governos de diferentes regimes. A weaponização dos migrantes refere-se à instrumentalização dos fluxos migratórios para alcançar objetivos coercitivos, políticos ou econômicos, em vez de tratar esses indivíduos como sujeitos em situação de vulnerabilidade. Este artigo explora como essa weaponização ocorre nas narrativas sobre deslocamentos, criando um contexto de crise e medo que estigmatiza os migrantes e os apresenta como ameaças à estabilidade social. No contexto do Sul Global, essa manipulação narrativa aprofunda as tensões políticas e sociais, impactando negativamente tanto os migrantes quanto as sociedades de acolhimento. Este estudo amplia o conceito de weaponização para incluir práticas e discursos que reforçam estereótipos e preconceitos, desviando o foco das causas estruturais das migrações e dificultando a construção de políticas migratórias mais inclusivas.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Suzana Duarte Santos Mallardhttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70759Das viagens contraculturais às viagens colaborativas2025-10-25T16:20:32+00:00Thaís Costa da Silvathais_unirio@yahoo.com.brVinícius Andrade Pereiravinianp@gmail.com<p>Traçamos neste artigo um paralelo entre a formação e articulação de redes de mulheres brasileiras que promovem viagens colaborativas com o estilo de viagem contracultural, que teve seu auge nas décadas de 1950 e 1960. Investigamos as formas de ativismo político em torno das mobilidades turísticas construídas nessas redes. Optamos pela realização de uma etnografia, com entrevistas em profundidade, observação participante e análise de plataformas digitais. Os dados empíricos são analisados à luz das teorias sobre os movimentos colaborativos e culturais e sobre o feminismo interseccional. Os resultados demonstram que as viagens colaborativas entre mulheres da atualidade se aproximam aos ideais contraculturais de liberdade, porém com contornos mais profundos quanto à interseccionalidade do feminismo e com o uso intenso de tecnologias digitais.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Thaís Costa da Silva, Vinícius Andrade Pereirahttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70760Furtaram o meu Fusca. E agora?2025-10-25T16:33:03+00:00Isabela Vianna Pinhoisaviannapinho@gmail.com<p>O artigo visa compreender como operam os regimes normativos e de mobilidades presentes nas, e para além das, periferias paulistas. Argumento que as ordens plurais normativas não atravessam apenas o cotidiano nas margens, mas a transbordam e atravessam também as vidas diárias de diferentes parcelas da sociedade brasileira, de formas diferenciais. Com um viés autoetnográfico, o texto parte da experiência do furto de meu Fusca na cidade de Santos/SP, de minha posição dupla como “vítima” e pesquisadora desse tema, e das respostas dadas pelos diferentes atores que compõem um mosaico social múltiplo, sejam eles ligados ao “mundo do crime”, estatal, midiático ou de redes pessoais. O artigo busca dialogar não apenas com os campos dos estudos urbanos e do crime, mas também incorporando as contribuições do “giro móvel”. Assim, as noções de regimes normativos e de mobilidades nos auxiliam a compreender como as pessoas conseguem (ou não) se mover entre as instâncias normativas acionando seus capitais sociais e de redes. Por fim, o artigo também traz contribuições sobre o cenário de roubo e furto de veículos no Brasil, que é pouco explorado na literatura, apesar de estar conectado a um mercado legal e ilegal mais amplo.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Isabela Viannahttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70761Justiça e micromobilidade2025-10-25T16:41:26+00:00Adriana de Souza e Silvaa.desouzaesilva@northeastern.eduMar Scarduamscardu@ncsu.edu<p>Rio de Janeiro e São Paulo estão entre as maiores megacidades do Sul Global. Cidades latinoamericanas vêm ativamente integrando serviços micromobilidade como parte dos hábitos de mobilidade urbana da população. Contudo, essa integração não considerou outras mudanças de mobilidade sustentáveis, como acesso a ciclovias, smartphones apropriados, e internet móvel. Boa parte da literatura em transporte compartilhado no Sul Global não analisa como eles são integrados com modos sustentáveis e “justos” de se mover pela cidade. É comum que tecnologias emergentes são apropriadas dentro de padrões pré-existentes de injustiça de mobilidade, perpetuando desigualdades já presentes. Este artigo analisa o caminho das patinetes elétricas no Rio de Janeiro, e sua integração com smartphones. Nossas descobertas ajudam a contextualizar a micromobilidade nas megacidades do mundo em desenvolvimento.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Adriana de Souza e Silva, Mar Scarduahttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70763Desafios da mobilidade urbana em contexto de mudanças climáticas2025-10-25T16:52:26+00:00Filipe Ungaro Marinofilipemarino@gmail.com<p>O Brasil tem demonstrado, através de tragédias ambientais recentes, a vulnerabilidade de suas infraestruturas de mobilidade urbana. Tendo como pano de fundo o contexto das mudanças climáticas e da exacerbação das crises de cunho ambiental no Brasil, este artigo examina, através de levantamento de reportagens, cinco tragédias ambientais ocorridas nos últimos 15 anos através dos impactos na infraestrutura de mobilidade dos lugares afetados. Os desdobramentos destes eventos denotam a fragilidade das infraestruturas existentes, implicando em perdas sociais e materiais que se estendem por toda a sociedade brasileira. Baseando-se no aprofundamento e atualização do conceito de resiliência com foco nos estudos de mobilidade urbana, investiga-se o papel do capability e da adaptabilidade na promoção de infraestruturas mais bem adaptadas às mudanças climáticas. Demonstra-se o imperativo da incorporação da resiliência nos sistemas de mobilidade das cidades brasileiras como meio central de sobrevivência e reprodução da vida urbana no Brasil do futuro.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Filipe Ungaro Marinohttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70764Olha o buraco!2025-10-25T19:03:25+00:00Gladys Nyachieogmasomo@gmail.com<p>A partir do uso de metodologia de investigação documental, este estudo examina a complexa interação entre as influências políticas, a manutenção das estradas e a segurança no Quênia. O objetivo é compreender a detecção de buracos, o desenvolvimento de infraestruturas e o envolvimento da comunidade no reparo de estradas. Foi utilizada uma abordagem abrangente de coleta de dados utilizando palavras-chave como "detecção de buracos" e "influência política na reabilitação de estradas". Os resultados revelam que as agendas políticas e o favoritismo étnico afetam significativamente a definição de prioridades na reparação de estradas, negligenciando frequentemente as áreas com menos favorecidas em termos de conexões. O envolvimento da comunidade, embora crucial, é subutilizado, e os avanços tecnológicos oferecem soluções promissoras, mesmo que a corrupção e as políticas inconsistentes dificultem a manutenção efetiva. O estudo conclui que a melhoria da gestão das infraestruturas pode aumentar a produtividade econômica, a segurança pública e a qualidade de vida, mas requer estratégias mais amplas de atuação.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Gladys Nyachieohttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70765Breve panorama da produção científica sobre fluxos migratórios Brasil-Chile2025-10-25T19:19:50+00:00Sidney Dupeyrat de Santanasidneydsantana@gmail.com<p>A migração regional vem conquistando cada vez mais espaço na comunidade científica brasileira. A tendência histórica de priorizar as análises sobre a imigração europeia, asiática e árabe ou a emigração de brasileiros, principalmente para os Estados Unidos e a Europa Ocidental, está sendo modificada com uma maior quantidade de produções que abordam as migrações Sul-Sul, refletindo o crescimento desses fluxos migratórios no mundo, na região e no Brasil. Nesse contexto, são analisadas, a partir de distintas perspectivas, a imigração de sul-americanos para o Brasil e a de brasileiros para os países vizinhos. Neste trabalho, pretendemos examinar a produção científica no Brasil sobre os fluxos migratórios entre o Brasil e o Chile; buscando levantar os temas, conceitos e as formas de análise mais trabalhadas.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Sidney Dupeyrat de Santanahttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70766Morenos e mercados, cholitas e sambódromos2025-10-25T19:30:36+00:00Vinícius de Souza Mendesviniciusmendes90@gmail.com<p>Em cerca de dez anos, as festas folclóricas bolivianas em São Paulo mudaram significativamente de patamar – objetiva e simbolicamente. Antes realizadas em espaços reduzidos e protagonizadas por um pequeno grupo de fraternidades, agora elas irrompem por avenidas, praças e grandes estruturas públicas e privadas da cidade, como o Sambódromo do Anhembi, demandando mais recursos econômicos e, em paralelo, atores capazes de mobilizar e organizar o movimento de outras pessoas, mercadorias, narrativas, imagens e instrumentos de ação política. Neste ensaio, que acompanha um conjunto de fotografias dessas festividades produzidas entre 2019 e 2024, argumento que essa expansão da festa boliviana na metrópole é reflexo da ascensão socioeconômica de muitos bolivianos dentro da dinâmica produtiva paulistana. Os contextos festivos funcionam, então, como reinvestimentos da mesma espécie feitos por quem ascendeu. Isso acontece porque, na Bolívia andina, a festa é um acontecimento social próprio, em que o sentido é mais de ritualizar o social do que “celebrar”.</p>2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Vinícius de Souza Mendeshttps://periodicos.ufba.br/index.php/laje/article/view/70767Violência, cotidiano e sociabilidades2025-10-25T19:39:04+00:00Alexandre Magalhãesalexandre.magalhaes@ufrgs.br2025-11-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Alexandre Magalhães