Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta <p>Periódico de livre acesso para o debate acadêmico que publica artigos originais da área da Engenharia Sanitária e Ambiental, com foco nos aspectos relacionados à gestão e tecnologia, com base em abordagens críticas inter e transdisciplinares.</p> <p> </p> <p> </p> <p><br /> </p> Universidade Federal da Bahia pt-BR Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais 2317-563X <span style="color: #111111; font-size: 11px; line-height: 15px; background-color: #fbfbf3;">Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</span><br style="color: #111111; font-size: 11px; line-height: 15px; background-color: #fbfbf3;" /><br /><ol style="color: #111111; font-size: 11px; line-height: 15px; background-color: #fbfbf3;" type="a"><ol style="color: #111111; font-size: 11px; line-height: 15px; background-color: #fbfbf3;" type="a"><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a style="color: #228b22;" href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons Attribution License</a> que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</li></ol></ol><br /><ol style="color: #111111; font-size: 11px; line-height: 15px; background-color: #fbfbf3;" type="a"><ol style="color: #111111; font-size: 11px; line-height: 15px; background-color: #fbfbf3;" type="a"><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li></ol></ol><br /><ol style="color: #111111; font-size: 11px; line-height: 15px; background-color: #fbfbf3;" type="a"><li>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a style="color: #228b22;" href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</li></ol> PROPOSIÇÃO DE UMA METODOLOGIA ESTRUTURADA DE AVALIAÇÃO DO POTENCIAL REGIONAL DE REÚSO DE ÁGUA: 01 – TERMINOLOGIA E CONCEITOS DE BASE https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43709 <p><span class="fontstyle0">Diante do cenário de estresse hídrico já enfrentado em diferentes regiões do Brasil, a prática do reúso de água pode ser uma importante alternativa para aliviar as pressões nos mananciais, garantir água em quantidade e em qualidade para os diversos usos, reduzir conflitos pelo uso da água e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico regional. Para que a prática seja institucionalizada e sistematizada no país, é necessário que a cultura da conservação, do uso racional e do reúso de água seja implantada em todos os níveis da sociedade, desde usuários e produtores de água, até técnicos, tomadores de decisão e<br />gestores de recursos hídricos e saneamento, além daqueles que tomam ações conjuntas em setores como o agrícola, o industrial, o recreacional, o de energia e outros. Estudos de avaliação estratégica do potencial regional devem ser elaborados com critérios bem definidos de forma a estabelecer um planejamento adequado, com maior possibilidade de sucesso na implantação e operação de futuros empreendimentos.<br />Neste contexto, foi elaborado um conjunto de quatro Notas Técnicas (NT), tendo como principal objetivo a proposição de uma metodologia estruturada de avaliação do potencial regional de reúso de água no Brasil. O presente documento constitui a </span><span class="fontstyle2">NT01 </span><span class="fontstyle0">que tem como objetivo contextualizar a temática, além de apresentar a estruturação das demais NT e os aspectos mais relevantes para o entendimento geral da prática de reúso de água. A </span><span class="fontstyle2">NT02 </span><span class="fontstyle0">fornece elementos essenciais para o desenvolvimento de projetos no setor saneamento. A </span><span class="fontstyle2">NT03 </span><span class="fontstyle0">apresenta o caminho técnico para estudos de avaliação de potencial, considerando aspectos de demanda e oferta de água de reúso. A </span><span class="fontstyle2">NT04 </span><span class="fontstyle0">questiona os desafios relacionados com o futuro do reúso de água e, em especial, a sua relevância para o Brasil.</span> </p> Ana Silvia Pereira Santos Maíra Araújo de Mendonça Lima Luis Carlos Soares da Silva Junior Pablo da Silva Avelar Bruna Magalhães de Araujo Ricardo Franci Gonçalves  José Manuel Pereira Vieira Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 1 17 10.9771/gesta.v9i2.43709 PROPOSIÇÃO DE UMA METODOLOGIA ESTRUTURADA DE AVALIAÇÃO DO POTENCIAL REGIONAL DE REÚSO DE ÁGUA: 02 – PLANEJAMENTO TÉCNICO E ESTRATÉTICO https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43710 <p><span class="fontstyle0">O planejamento é indispensável para o êxito dos projetos de infraestrutura urbana e rural voltados para as ações de saneamento e recursos hídricos, onde os estudos de avaliação de potencial de reúso de água estão inseridos. Nesse setor brasileiro, em que a administração pública é predominante, a morosidade das ações e a falta de planejamento levam à implantação de projetos sem garantia do alcance dos objetivos iniciais propostos. A contratação de serviços de consultoria especializada, neste caso, requer um planejamento mínimo com etapas obrigatórias a serem percorridas, tais como a elaboração do termo de referência. Este, por apresentar uma abordagem técnica, serve de caminho para outros documentos com maior carga jurídicoadministrativa, tais como o edital. Assim, a presente Nota técnica envolve aspectos relacionados ao caminho técnico para a contratação de serviços desse tipo, que levam em consideração a concepção e o planejamento do projeto. A concepção deve ser o mais abrangente possível e fiel às características gerais e específicas da<br />região de estudo. Diferentes concepções, comparáveis entre si, levam à adoção da concepção básica que será o objeto do termo de referência. Esse, por sua vez, documento objetivo conciso e contextualizado, deve abranger minimamente os objetivos do projeto e o escopo dos produtos esperados, cronograma, responsabilidade dos envolvidos, formas de pagamento e outros. A presente Nota Técnica tem como objetivo apresentar os elementos essenciais para o planejamento das ações de reúso de água, incluindo estudos de potencial, modalidades de financiamento e definição de parcerias.</span> </p> Pablo da Silva Avelar Luis Carlos Soares da Silva Junior Maíra Araújo de Mendonça Lima Ana Silvia Pereira Santos Karina de Moura Costa Alencar Ricardo Franci Gonçalves José Manuel Pereira Vieira Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 18 35 10.9771/gesta.v9i2.43710 PROPOSIÇÃO DE UMA METODOLOGIA ESTRUTURADA DE AVALIAÇÃO DO POTENCIAL REGIONAL DE REÚSO DE ÁGUA: 03 – METODOLOGIA DE POTENCIALIDADES (DEMANDAS E OFERTAS) E ANÁLISE ESPACIAL https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43711 <p><span class="fontstyle0">O reúso de água é um tema de larga difusão e desenvolvimento em várias regiões do mundo. No Brasil, a sua aplicação é recente e ainda incipiente. Dessa forma, o país ainda deve construir a sua própria experiência e identidade no assunto. As questões já estudadas e exauridas em outros países devem servir como exemplo, porém não devem ser o principal propulsor das ações no território nacional. Para que o Brasil assuma a sua identidade com objetivo de institucionalização e sistematização da prática de reúso de água em todo o território nacional, mesmo considerando as suas dimensões continentais e as distintas<br />características gerais entre as suas regiões, estudos de avaliação de potencial devem ser conduzidos anteriormente à realização dos empreendimentos. Trata-se de uma ferramenta de planejamento, necessária para alcance do êxito. Muitos projetos de sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, no país, não alcançam os objetivos, muitas vezes, em função da falta de planejamento. É nesse cenário que a presente Nota Técnica apresenta elementos essenciais para o desenvolvimento de uma metodologia de<br />planejamento para a condução de estudos de avaliação de potencial de reúso regional de água no Brasil. Nessa metodologia são abordados aspectos relacionados à delimitação da área de estudo, às localizações e aos levantamentos de possíveis fontes de oferta e demanda de água de reúso, bem como as ferramentas de avaliação de potencial e de análise espacial, que possibilitam a elaboração de mapas que favorecerão as tomadas de decisão. Para as possíveis ofertas e demandas de água de reúso, são ainda indicados passos para análise quantitativa e qualitativa de forma a permitir o melhor conhecimento das suas particularidades e definir fatores de otimização eventualmente necessários para o alcance de qualidade desejada para os diferentes tipos de reúso pretendidos.</span> </p> Luis Carlos Soares da Silva Junior Maíra Araújo de Mendonça Lima Pablo da Silva Avelar Ana Silvia Pereira Santos Sérgio Rodrigues Ayrimoraes Soares Ricardo Franci Gonçalves José Manuel Pereira Vieira Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 36 54 10.9771/gesta.v9i2.43711 PROPOSIÇÃO DE UMA METODOLOGIA ESTRUTURADA DE AVALIAÇÃO DO POTENCIAL REGIONAL DE REÚSO DE ÁGUA: 04 – FUTURO E DESAFIOS https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43712 <p><span class="fontstyle0">Na sequência do conteúdo apresentado pelas Notas Técnicas 01, 02 e 03, a presente tem como objetivo elencar e discutir os diversos desafios e tendências sobre a aplicação, sistematização e institucionalização da prática de reúso de água no Brasil. Em linhas gerais, a própria condição brasileira de país em desenvolvimento já carrega uma série de desafios relacionados diretamente à prestação de serviços de saneamento e, consequentemente, ao reúso de água. No diálogo internacional, mais avançado, os desafios e tendências são ainda mais proeminentes e, nesse contexto, o Brasil ainda precisa vencer etapas internas de desenvolvimento, mudança de paradigma e modernização do setor para alcançar os objetivos de reúso de maneira segura e responsável, preservando o meio ambiente, os recursos hídricos e a saúde da população. Muitos desses desafios internos podem ser transpostos por meio de implantação e operação de projeto piloto anteriormente à instalação do empreendimento definitivo de reúso e da conscientização de todos os envolvidos, tais como gestores e tomadores de decisão, operadores de sistemas de reúso de água e a sociedade civil como um todo. Essa conscientização pode ser aplicada em contexto de capacitação continuada, com objetivo de transformação e estabelecimento de uma cultura de uso racional e reúso de água, inclusive com a abordagem do projeto piloto como objeto dessa transformação.</span> </p> Maíra Araújo de Mendonça Lima Ana Silvia Pereira Santos Pablo da Silva Avelar Luis Carlos Soares da Silva Junior Bruna Magalhães de Araujo Ricardo Franci Gonçalves José Manuel Pereira Vieira Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 55 70 10.9771/gesta.v9i2.43712 IRRIGAÇÃO COM ÁGUA DE REÚSO NO BRASIL: APLICAÇÃO DO MODELO SEMIQUANTITATIVO DE AVALIAÇÃO DE RISCO MICROBIOLÓGICO PARA SAÚDE HUMANA https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/45534 <p><span class="fontstyle0">Diante da insegurança hídrica que afeta várias regiões do mundo, o reúso de água tem se tornado cada vez mais presente. Para minimizar o risco da prática, diferentes metodologias de avaliação podem ser empregadas, com abordagens distintas em relação ao reúso potável e não potável. Para a irrigação, a metodologia semiquantitativa é mais indicada, de modo a garantir a segurança, utilizando uma abordagem qualitativa empírica de julgamento para avaliar a importância relativa para perigos, cenário e via de exposição, além de multibarreiras. Dessa forma, a presente Nota Técnica apresenta uma orientação para a aplicação do método Semiquantitativo de Avaliação de Risco Microbiológico (ASqRM) no contexto nacional. De forma complementar foi elaborado um exemplo, considerando-se irrigação em cultura frutífera. Adotou-se o padrão </span><span class="fontstyle2">Escherichia coli </span><span class="fontstyle0">entre 10</span><span class="fontstyle0">3 </span><span class="fontstyle0">e 10</span><span class="fontstyle0">4 </span><span class="fontstyle0">NMP/100mL, com barreiras definidas a partir da irrigação por gotejamento, crescimento da cultura distante do solo (50 cm) e remoção da casca (preferencialmente) antes do consumo.<br />Os resultados foram: Risco para o receptor agricultor = 3,04 (aceitável) e para o receptor consumidor (desprezável) = 1,89; Risco Global = 2,46 (desprezável). Observa-se a viabilidade segura de prática, apesar de apresentar risco, que deve ser gerido a partir de um adequado Plano de Gestão de Risco.</span> </p> Maíra Araújo de Mendonça Lima Ana Silvia Pereira Santos José Manuel Pereira Vieira Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 71 86 10.9771/gesta.v9i2.45534 APLICAÇÃO DA METODOLOGIA SEMI-QUANTITATIVA DE AVALIAÇÃO DO RISCO MICROBIOLÓGICO PARA A REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA NUM CAMPO DE GOLFE https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43855 <p><span class="fontstyle0">A água é um dos recursos mais valiosos do mundo e embora esteja em constante renovação, a água doce é limitada. Torna-se um recurso ameaçado devido às alterações climáticas e à escassez assim originada, aliado ao rápido crescimento populacional e ao seu desperdício que, por vezes, é incontrolável. Esta situação resulta em graves consequências ambientais, sociais e económicas. Nesse sentido, há a necessidade de encontrar novas alternativas de fontes de água. A reutilização de água com origem em águas residuais tratadas enquadra-se neste tipo de solução pois reduz as necessidades de captação e reforça a recuperação de nutrientes. No presente artigo, a problemática da reutilização de água é abordada com principal interesse em campos de golfe. Através da exposição dos efeitos positivos e negativos nos âmbitos social, ambiental e económico, associadas à utilização de água residual tratada, é aplicada uma metodologia semi-quantitativa de avaliação do risco microbiológico relativamente à saúde pública, num Campo de Golfe, na cidade de Amarante, Porto-Portugal. Primeiramente, recorreu-se a uma avaliação da área em estudo adotando algumas características genéricas, de modo, a obter a estimativa do risco microbiológico para os diferentes recetores e o risco global. O risco global foi de 5,42 e os riscos por recetores variaram entre 3,89 e 6,40; todos classificados como um nível do risco aceitável. Após estes resultados, foram propostas reavaliações, alterando as barreiras e o dano, com o intuito de minimizar o risco global. Dessa forma, conclui-se que o estudo apresenta uma excelente ferramenta técnica de decisão, que permite avaliar vantagens e desvantagens envolvidas às barreiras e risco estimado.</span> </p> Vanda Sampaio Ana Santos Manuela Lima Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 86 104 10.9771/gesta.v9i2.43855 AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE RISCO MICROBIOLÓGICO À SAÚDE HUMANA ASSOCIADO AO REÚSO DE ESGOTO DOMÉSTICO TRATADO POR SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43635 <p><span class="fontstyle0">Diferentes alternativas para o reúso de esgoto doméstico tratado têm sido estudadas de forma extensiva, buscando principalmente tecnologias de tratamento com melhor desempenho na remoção de patógenos. As soluções baseadas na natureza têm se destacado pela sua capacidade de remoção de poluentes, com processos ecológicos, simples e robustos, entretanto, necessitam de maiores estudos relacionados aos riscos que envolvem o reúso de água a partir do esgoto tratado. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi quantificar os riscos à saúde humana no reúso de esgoto doméstico tratado para fins agrícolas, por meio de uma Avaliação Quantitativa de Risco Microbiológico (AQRM). Foram avaliados três processos de tratamento: Tanque séptico (TS) + Wetland Construído de Fluxo Vertical (WC-FV), TS + Lagoas de Estabilização e TS + Lagoas de Estabilização + WC-FV, utilizando </span><span class="fontstyle2">E. coli </span><span class="fontstyle0">como indicador, e </span><span class="fontstyle2">Campylobacter</span><span class="fontstyle0">, </span><span class="fontstyle2">Cryptosporidium </span><span class="fontstyle0">e </span><span class="fontstyle2">Rotavirus </span><span class="fontstyle0">como patógenos de referência. Foi definido como potencial risco um cenário crítico, qual seja, o consumo de culturas cruas de alface, cebola e pepino, assim como os riscos oferecidos na irrigação por aqueles que trabalham nos campos irrigados e podem ingerir involuntariamente quantidades (partículas) de solo contaminado (contato da mão na boca, sem equipamento de proteção individual, como luvas), a partir de três subcenários: a agricultura mecanizada (AAM), agricultura com mão de obra intensiva (AMI) e agricultura com mão de obra reduzida (AMR). Os resultados demonstraram que os arranjos TS + WC-FV, TS + Lagoas de Estabilização e TS + Lagoas de Estabilização + WC-FV atenderiam o valor estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 10</span><sup><span class="fontstyle0">-6 </span></sup><span class="fontstyle0">DALYs pppy (anos de vida ajustados por incapacidade, por pessoa por ano) nas culturas de pepino e cebola, e, no subcenário de AAM, somente atenderia o cultivo de alface. Caso o valor de DALYs pppy fosse menos restritivo (10</span><sup><span class="fontstyle0">-4</span></sup><span class="fontstyle0">), já que a incidência diarreica é superior em países em desenvolvimento (10</span><sup><span class="fontstyle0">-2</span></sup><span class="fontstyle0">), atenderia para o consumo de todas as culturas e todos os subcenários.</span> </p> Vinicius Bispo dos Santos Paula Loureiro Paulo Priscila Sabioni Cavalheri Priscila de Morais Lima Fernando Jorge Correa Magalhaes Filho Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 105 110 10.9771/gesta.v9i2.43635 PRIORIZAÇÃO DA ÁGUA DE REUSO EM BACIAS HIDROGRÁFICAS COM BASE NO PLANEJAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS: PROPOSTA METODOLÓGICA E EXEMPLOS DAS BACIAS DO RIO GRANDE E DO PIANCÓ-PIRANHAS-AÇU https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43904 <p><span class="fontstyle0">O reuso de água é uma importante alternativa tanto para a disposição final de efluentes do tratamento de esgotos, como para a diversidade da matriz hídrica, especialmente em regiões de escassez. Assim, no contexto da gestão de recursos hídricos e saneamento, a prática de reuso pode ser vista como solução, especialmente, em duas situações: no caso de áreas que sofrem com a falta de água por questões climáticas, como a região do Semiárido; e no caso de regiões onde seus corpos d’água apresentam dificuldades de manterem os requisitos de qualidade da água, quando do recebimento de efluentes, mesmo que tratados. Como ferramenta de planejamento, o presente trabalho apresenta uma metodologia de priorização da aplicação do reuso de água (PARBH) nessas áreas em três etapas: (a) classificação dos municípios a partir da complexidade do tratamento de esgotos requerido; (b) mapeamento das áreas irrigadas (atuais e potenciais) e de demandas de água para agricultura irrigada; e (c) integração dos dados em uma bacia hidrográfica, no âmbito da elaboração dos planos de bacia. Foram analisados os casos das bacias hidrográficas do rio Grande e dos rios Piancó-Piranhas-Açu que, em diferentes contextos, possuem uma estratégia comum de aprimoramento dos estudos para a definição da viabilização do reuso (modelo de negócio). Por fim, ressalta-se que a sistematização do reuso de água no Brasil ainda demanda grandes<br />esforços para transpor os diversos desafios que se apresentam, tais como baixos índices de coleta e tratamento de esgotos, desempenhos operacionais insatisfatórios, falta de regulamentação, falta de estudos técnico-científicos, cultura histórica de falsa abundância de água, entraves burocráticos, e a questão da rejeição psicológica natural em relação à água de reuso.</span> </p> Sérgio Rodrigues Ayrimoraes Soares Ana Silvia Pereira Santos Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 111 125 10.9771/gesta.v9i2.43904 REÚSO DE ÁGUA A PARTIR DE EFLUENTES DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTOS PARA IRRIGAÇÃO DE PASTAGENS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MEIA PONTE https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43856 <p><span class="fontstyle0">A Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, que abrange 37 municípios, incluindo a capital do estado de Goiás, apresenta grande pressão hídrica, principalmente, nos períodos de estiagem. Desta forma, o reúso de água, a partir do esgoto sanitário como suplemento à irrigação tradicional agrícola, se apresenta como uma prática promissora na redução desses conflitos sobre o uso da água. Assim, neste trabalho, foi avaliado o potencial de reúso de água de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE’s) em irrigação de áreas de pastagens da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. A relação entre oferta e demanda das áreas analisadas<br />foi obtida, respectivamente, por meio das vazões das ETE’s disponibilizadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo cálculo da demanda de água na irrigação segundo as instruções do Manual Técnico de Outorga da Secretária do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH). Em seguida, a qualidade dos esgotos sanitários tratados foi analisada visando ao atendimento às recomendações estabelecidas no INTERÁGUAS (2018). Realizou-se, ainda, o cálculo da estimativa de custo do transporte da água de reúso, adotando-se a metodologia desenvolvida por Araújo </span><span class="fontstyle2">et al</span><span class="fontstyle0">. (2017). O estudo permitiu a identificação de um<br />atendimento de 100% da demanda de água para o uso na irrigação de pastagens localizadas no raio de 5 km da ETE de Goiânia, bem como se averiguou que o maior desafio para a prática efetiva do reúso é a ausência de regulamentação para a cobrança do uso dos recursos hídricos e de parâmetros de qualidade de água para o reúso de efluentes.</span> </p> Karla Alcione da Silva Cruvinel Lhais Alves Maciel Hadrya Alves Maciel Klaem José da Silva Junior Ricardo Franci Gonçalves Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 126 140 10.9771/gesta.v9i2.43856 AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DO POTENCIAL DE REÚSO NO ESTADO DE MINAS GERAIS https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43743 <p><span class="fontstyle0">Um dos principais desafios para a gestão das águas na atualidade diz respeito à relação inversa entre o aumento da demanda e a redução da disponibilidade do recurso. Nesse sentido, deverão ser adotadas medidas, por parte do poder público, capazes de enfrentar os desafios existentes e fomentar a busca por fontes alternativas de água. Com base nisso, o presente artigo tem como objetivo discutir o potencial de reúso de água a partir de efluente tratado, em Minas Gerais, para atendimento às demandas, com foco na quantidade disponível e necessária. Para tanto, o artigo percorreu três etapas, em que foram avaliadas a disponibilidade de efluente para reúso em cenários atual e futuro, a demanda total por água nas bacias hidrográficas do estado e a razão entre a disponibilidade de efluente de esgoto doméstico para reúso e a demanda existente regionalmente. Em todas as etapas, analisaram-se dados quantitativos de instituições reguladoras, representados por mapas de síntese dos cenários. Os resultados revelaram que Minas Gerais trata somente 43,7% do total de esgoto gerado, cujos maiores indicadores estiveram concentrados nas bacias dos rios das Velhas (SF5), Paraopeba (SF3) e Araguari (PN1), regiões mais populosas do estado. Das bacias citadas, apenas Velhas e Araguari possuem capacidade de tratar acima de 50% do esgoto gerado, o que explicita a dificuldade de atender as metas de universalização do tratamento. Do ponto de vista da demanda pelo uso da água, as bacias da região central do estado se destacaram pelos montantes captados para abastecimento público, enquanto as bacias do Triângulo Mineiro e Noroeste se destacaram os usos agropecuários, com até 96% do total captado. Isso revela importante polo regional para incentivo ao reúso de água, tendo em vista as exigências dos padrões de qualidade e o potencial do volume de esgoto tratado para atender até 54% dos usos agrícolas.</span> </p> Marília Carvalho de Melo Marcelo da Fonseca Lilia Aparecida Castro Renata Batista Ribeiro Fabrício Lisboa Vieira Machado Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 141 157 10.9771/gesta.v9i2.43743 AVALIAÇÃO DE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE REÚSO DE ÁGUAS CINZAS PARA FINS NÃO POTÁVEIS EM UMA EDIFICAÇÃO DE ENSINO https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/36922 <p><span class="fontstyle0">A água é a substância mais abundante na superfície da Terra. Porém, analisando o cenário atual, percebese um crescimento acelerado da população, juntamente com o desenvolvimento das cidades e indústrias, provocando um aumento da demanda de recursos hídricos. Tendo em vista esta realidade, o reúso de águas cinzas é uma das alterativas sustentáveis que contribui para o uso racional da água. O objetivo deste trabalho foi realizar uma avaliação qualitativa e quantitativa das águas cinzas geradas nos lavatórios das instalações sanitárias do prédio 20 do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), com a intenção de elaborar um sistema de reúso. A metodologia utilizada consistiu em monitoramentos diários e ensaios de caracterização das amostras, como também uma análise econômica para implantação desse tipo de sistema. Os resultados obtidos nesta pesquisa mostraram que as águas cinzas apresentam características que possibilitam o seu reúso, ainda que o volume demandado seja muito maior do que o gerado; e que investimento necessário para implantação do sistema descrito seria recuperado em 38 meses.</span> </p> Akemi Yoshizane Masala Lineker Max Goulart Coelho Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 158 174 10.9771/gesta.v9i2.36922 OTIMIZAÇÃO DE SISTEMAS DE APROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA PARA FINS DOMÉSTICOS EM ÁREAS RURAIS https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43717 <p><span class="fontstyle0">Em virtude da importância do aproveitamento de água pluvial no Semiárido brasileiro, este artigo apresenta um método de otimização do dimensionamento de sistemas de captação e armazenamento de água de chuva (SCAC), além de um recurso simplificado de cálculo da área de captação e do volume ideal a partir de duas equações. A análise considerou as condições de atendimento de água da população rural baiana, e abrangeu dez cidades situadas em regiões específicas de homogeneidade pluviométrica. O procedimento consistiu na determinação de valores médios de Fração de Demanda (FD) e Fração de Reservação (FR)<br />que fornecessem a combinação mais econômica de área de captação e volume de reservatório, capazes de atender a uma solicitação hídrica com pelo menos 95% de eficiência. Também se verificou uma forte relação positiva entre a demanda diária e as variáveis área e volume ótimos, sendo possível estimar esses valores por meio de equações que dependem apenas da demanda. Ao comparar os custos totais associados aos sistemas obtidos pelas frações médias e pelas equações com os custos totais ótimos de referência, foram encontrados para todos os municípios erros médios inferiores a 1,3%, validando a metodologia desenvolvida. Por meio do Grau de Concentração da Precipitação, verificou-se a influência da distribuição temporal das chuvas no dimensionamento dos reservatórios, sendo que quanto mais concentrado for o regime pluviométrico, maior será o volume ótimo de armazenamento. Por fim, os autores recomendam a ampliação do número de municípios em trabalhos futuros, com o intuito de fornecer uma representação mais realista das condições de cada local.</span> </p> Ana Caroline Bastos Lima de Souza Juliana Farias Araújo Anderson de Souza Matos Gadéa Eduardo Cohim Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 175 192 10.9771/gesta.v9i2.43717 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA DE CHUVA DO FENÔMENO FIRST FLUSH E DE VOLUMES ARMAZENADOS EM RESERVATÓRIOS DE SISTEMAS DE ÁGUAS PLUVIAIS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO-RJ https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43151 <p><span class="fontstyle0">Este trabalho tem como objetivo principal analisar a qualidade da água da chuva a partir da concentração de poluentes depositados em amostras de volumes iniciais precipitados e de volumes armazenados em dois sistemas de águas pluviais, de características distintas, situados na cidade do Rio de Janeiro-RJ, Brasil. A metodologia consistiu em analisar os parâmetros: turbidez, sólidos totais dissolvidos (STD), cloreto e alcalinidade em amostras mensais coletadas nos anos de 2017, 2018 e 2019, e em apresentar as curvas de massa de poluentes em função das vazões afluentes e do cálculo da concentração média desses poluentes dos eventos analisados. As curvas elaboradas para os parâmetros turbidez e cloreto mostram a carga total de poluentes e, também, a variação da qualidade da água de chuva em decorrência da lavagem produzida pelos volumes iniciais precipitados. Os valores médios obtidos em relação à turbidez foram: no CAP1: 34,97 UNT no ponto (FF) e 0,65 UNT no ponto (RR); no CAP2: 20,43 UNT no (FF) e 0,92 UNT no (RR). A partir desses resultados, o trabalho conclui que a intensidade da chuva e o tipo do material de captação das águas pluviais influenciam na remoção de poluentes depositados na superfície do telhado e que a qualidade de amostras coletadas em sistemas de águas pluviais melhora significativamente com a utilização de filtros de retenção de sedimentos e do descarte dos volumes iniciais precipitados.</span> </p> Letícia Delduque Alves Caroline Moreira de Souza Jaqueline Costa Areas de Almeida Giovana Proença Bastos Ryan Rodrigues Domingos Gabrielle Nunes da Silva Daniele Maia Bila Alfredo Akira Ohnuma Jr Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 193 204 10.9771/gesta.v9i2.43151 ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DE SISTEMAS DE APROVEITAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS NUMA REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL. O CASO DO LAGO NORTE, BRASÍLIA-DF – BRASIL https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/43860 <p><span class="fontstyle0">A preocupação com a utilização dos recursos naturais e especialmente com os recursos hídricos é cada vez maior, sendo importante, portanto, o estudo da utilização de fontes alternativas de abastecimento de água e a influência que estas alternativas possam causar aos sistemas tradicionais. O objetivo deste artigo é analisar a influência que a adoção de sistemas de aproveitamento de águas pluviais pode causar numa rede pública de distribuição de água potável, nomeadamente em relação às velocidades, pressões dinâmicas e concentração de cloro residual. Foi realizado um estudo de caso da rede que abastece o bairro do Lago Norte, Brasília-DF, observando-se como resultado das simulações hidráulicas computacionais, utilizando-se o EPANET, a diminuição das velocidades, o aumento das pressões dinâmicas e a diminuição do cloro residual livre à medida em que há aumento do uso de sistemas de aproveitamento de águas pluviais. Por este motivo, este estudo conclui que a monitorização da rede deve ser permanente, visto que há cada vez mais o uso de sistemas alternativos para consumo de água, especialmente após a crise hídrica de 2016/2017, o que pode afetar o fornecimento de água, tanto qualitativamente quanto quantitativamente.</span> </p> Gabriel Barros Dolabella Maria Manuela Carvalho de Lemos Lima Copyright (c) 2021 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-09-15 2021-09-15 205 225 10.9771/gesta.v9i2.43860