https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/issue/feed Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais 2022-07-22T11:19:50+00:00 Profa. Dra. Lidiane Mendes Kruschewsky Lordelo e Profa. Dra. Uende Aparecida Figueiredo Gomes revista.gesta@ufba.br Open Journal Systems <p>Periódico de livre acesso para o debate acadêmico que publica artigos originais da área da Engenharia Sanitária e Ambiental, com foco nos aspectos relacionados à gestão e tecnologia, com base em abordagens críticas inter e transdisciplinares. <br />Área do conhecimento: Interdisciplinar <br />ISSN (online): 2317-563X - Periodicidade: Semestral</p> https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/47769 DIREITO AO SANEAMENTO BÁSICO EM LOCALIDADES RURAIS: ESTUDO NO OESTE DO ESTADO DA BAHIA 2022-01-25T02:34:22+00:00 Amanda dos Santos Carteado Silva amanda.esa@hotmail.com Luiz Roberto Santos Moraes moraes@ufba.br <p>As desigualdades acerca do acesso aos serviços públicos, existentes entre o meio rural e meio urbano, e o direcionamento da atenção dos profissionais, governos e empresas aos núcleos urbanos em detrimento do rural, são fenômenos intrigantes e sugere estudos aprofundados que reflitam criticamente suas causas e consequências. O presente artigo é parte de uma dissertação que objetivou estudar as contradições relacionadas à promoção do direito ao saneamento básico em localidades rurais, por meio de estudo nas localidades Derocal e Penedo no município de São Desidério/Oeste da Bahia, considerando o recente processo de acumulação capitalista na região. Foi utilizada metodologia qualitativa, com triangulação dos métodos: questionário; Observação participante; Grupo Focal; e Análise documental. O artigo prioriza a análise da percepção de mordores das localidades e da gestão pública local sobre saneamento básico como direito, para possibilitar uma compreensão sobre a dificuldade na promoção deste e as contradições que o permeia. As contradições das relações capitalistas e seus efeitos nos espaços rurais são bem caracterizadas no estudo das localidades rurais que, por um lado, não têm acesso adequado aos serviços públicos de saneamento básico, essenciais à uma vida digna. Por outro lado, vivenciam um conflito de uso da água, fruto de interesses globais que fogem às capacidades locais de enfrentamento, pelo menos nas relações de forças.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/47255 PANORAMA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO BÁSICO NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CAMARAJIPE, SALVADOR-BA 2021-12-22T17:13:11+00:00 Felipe Paiva Silva de Oliveira paiva_net@hotmail.com Luiz Roberto Santos Moraes moraes@ufba.br <p>Em muitos locais no Brasil, a cobertura dos serviços públicos de saneamento básico ainda é incipiente para garantir a sua oferta a todos os cidadãos. Essa realidade se faz presente na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia, onde a ausência e precariedade da prestação desses serviços essenciais têm se refletido na poluição das bacias hidrográficas e na exposição da população a diversas doenças. Por isso, este trabalho tem por objetivo apresentar o panorama dos quatro componentes do saneamento básico em uma bacia hidrográfica da cidade de Salvador, visando subsidiar ações que busquem a universalização dos serviços. O estudo utilizou como recorte espacial a bacia hidrográfica do Rio Camarajipe, tendo como fonte de dados o Projeto QUALISalvador, sendo avaliado o nível de adequação da cobertura e da qualidade da prestação dos serviços públicos de saneamento básico. Os resultados indicaram que a coleta dos resíduos sólidos e a cobertura da drenagem das águas pluviais são os serviços mais distantes da universalização, haja vista que pouco mais da metade dos domicílios eram atendidos adequadamente. Além disso, quando se avaliou em termos qualitativos, o déficit na prestação dos serviços públicos de saneamento básico se mostrou maior, como no caso do abastecimento de água, que apesar da cobertura de mais de 98% por rede de distribuição operada pela Embasa, mais de 15% dos domicílios por bairro apresentavam intermitência. </p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/46921 ANÁLISE DA CONTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA DE MELHORIAS SANITÁRIAS DOMICILIARES (MSD) DA FUNASA NA REDUÇÃO DO QUANTITATIVO DE DOMICÍLIOS SEM BANHEIRO OU SANITÁRIO NO ESTADO DA BAHIA 2021-12-09T15:49:51+00:00 Hugo Vítor Dourado de Almeida hvitordourado@hotmail.com Elisabeth Maria Meireles Brito bethmary.mb@gmail.com Jeirlaine de Oliveira Silva jeirlaine@hotmail.com <p>O saneamento básico é um direito humano fundamental e universal, reconhecido pela Organização das Nações Unidas como essencial para o pleno gozo da vida e dos direitos humanos. Apesar disso, observa-se uma carência e deficiência na prestação dos serviços públicos de saneamento básico, sobretudo nas zonas rurais dos municípios brasileiros. Nesse sentido, o Programa de Melhorias Sanitárias Domiciliares (MSD) da Funasa realiza intervenções nos domicílios visando ao atendimento das necessidades básicas de saneamento das famílias, por meio de instalações hidrossanitárias relacionadas, entre outros, ao destino adequado dos esgotos domiciliares. Este trabalho teve como objetivo avaliar a contribuição do Programa de MSD da Funasa na redução do déficit de casas sem banheiros ou sanitários no Estado da Bahia. Realizouse uma pesquisa do tipo descritiva, utilizando fonte de dados de portais estatísticos da Internet, a exemplo do IBGE, e dados gerenciais fornecidos pela Funasa, após solicitação pelo Sistema Eletrônico de Informações ao Cidadão (e-SIC), desenvolvido pela Controladoria-Geral da União (CGU). Para análise das informações coletadas foram usados métodos quantitativos simplificados e foi feita comparação dos dados obtidos com estimativas realizadas a partir de indicador disponível no Plano Nacional de Saneamento Básico. Assim, verificou-se que, entre 2010 e 2020, foram construídos 24.019 módulos sanitários domiciliares, representando 7,4% do déficit total de 324.347 domicílios baianos que não possuíam banheiros, de acordo com o censo de 2010 do IBGE. À luz das metas estabelecidas em indicador do Plansab associado à ação, estima-se que apenas a Funasa foi responsável por mais de 30% das ações esperadas para todos os agentes federais para redução do déficit de casas sem banheiros ou sanitários na Bahia, o que demonstra o importante papel da instituição no esforço pela universalização do acesso aos serviços públicos de saneamento básico no país. </p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/48574 PLANEJAMENTO URBANO E SANEAMENTO BÁSICO: ANÁLISE SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DAS DIRETRIZES DE SANEAMENTO BÁSICO ESTABELECIDAS NO PDDU 2016 DE SALVADOR 2022-06-05T21:52:31+00:00 Marcela de Almeida Souza Magalhães masmagalhaes@hotmail.com Luiz Roberto Santos Moraes moraes@ufba.br <p>Ao longo dos anos, o planejamento urbano no Brasil gerou planos e propostas que, mesmo visando a melhoria de vida da população, deixou à margem parcelas da sociedade. Do urbanismo sanitarista ao empreendedorismo urbano, a estrutura social e o modelo econômico das cidades vem resultando num desenvolvimento heterogêneo, excludente e segregador. O acesso à serviços públicos de qualidade representa uma frente de luta do direito à cidade, de tal modo que a privação de serviços públicos de saneamento básico, deve ser combatida também em termos de gestão e não somente a prestação de serviços em si. Embora muito se tenha avançado no âmbito do saneamento básico, Salvador configura-se como uma cidade desigual em diversos aspectos, inclusive em relação ao acesso aos serviços públicos de saneamento básico. Esse trabalho tem como objetivo analisar a implementação das diretrizes de saneamento básico sob a ótica do planejamento urbano, tendo o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano-PDDU 2016 de Salvador como referência. A pesquisa se dividiu em três etapas, consistindo a primeira na revisão da legislação específica e pesquisa documental. A segunda etapa contemplou a análise do PDDU 2016 de Salvador, Lei n. 9.069/2016, quanto às diretrizes estabelecidas para o saneamento básico a serem investigadas em relação à sua implementação, comparando com o que já foi implementado. Por fim, na terceira etapa foi realizado uma série de entrevistas semiestruturadas com representantes das instituições responsáveis pela gestão do saneamento básico em Salvador. Como resultado, a gestão do saneamento básico em Salvador encontra-se fragmentada e pouco articulada, tanto em relação aos prestadores, entes e órgãos quanto aos próprios componentes do saneamento básico. Consequentemente, a gestão municipal encontra dificuldade em colocar em prática princípios fundamentais como equidade, universalização e intersetorialidade na política pública de saneamento básico do Município.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/47300 CIDADE RESILIENTE: VÍNCULO ENTRE AÇÕES PROPOSTAS PELA ESTRATÉGIA DE RESILIÊNCIA DE SALVADOR COM OS SEUS CHOQUES E ESTRESSES 2021-12-29T19:46:28+00:00 Angela Marcia de Andrade Silva angela.marcia.andrade@gmail.com José Célio Silveira Andrade jcelio.andrade@gmail.com Andréa Cardoso Ventura andreaventurassa@gmail.com Angélica Fabíola Rodrigues Prado angelicafah@outlook.com <p>Este trabalho objetiva analisar ações propostas na estratégia de resiliência da cidade de Salvador, Bahia, buscando identificar como elas se vinculam com os choques e/ou com os estresses identificados na cidade. Essa vinculação foi feita através da análise de conteúdo do documento de apresentação da estratégia de resiliência – Salvador Resiliente. A partir desse material, construiu-se uma base de dados no software Excel, contendo todas as 138 ações previstas e/ou realizadas para a cidade, vinculando-as aos choques e/ou estresses. Para tal, a pesquisa utilizou-se da técnica de painel de especialistas. Constata-se que todas as ações propostas se vinculam a pelo menos 1 dos 4 choques (deslizamento de terra, surto de doenças, inundações e alagamentos, insuficiência de serviços básicos) e a pelo menos 1 dos 6 estresses (pobreza e desigualdade, desemprego, crimes e violência, uso e ocupação irregular do solo, falta de mobilidade urbana, falta de acesso à educação adequada). “Inundações e alagamentos” foi o choque que apresentou a maior quantidade de ações vinculadas de curto e médio prazos, enquanto “pobreza e desigualdade social” foi o estresse com maior total de vínculos de médio e longo prazos. A grande maioria das 138 ações se vinculam a apenas 1-2 choques e/ou estresses enquanto menos de uma dezena de ações estão vinculadas simultaneamente a 5-6 choques/estresses. Ressalta-se, todavia, como principal desafio a construção de uma boa governança para a implementação de ações vinculadas a choques e/ou estresses que fujam à responsabilidade unicamente da esfera municipal, tais como: surto de doenças e crime e violência.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/46911 BALANÇO ENERGÉTICO NA PRODUÇÃO DE POLPAS DE MANGA: DO CULTIVO AO ARMAZENAMENTO 2022-01-20T13:26:12+00:00 Adailza Oliveira Carneiro adailza.oc@hotmail.com Eduardo Henrique Borges Cohim Silva edcohim@gmail.com <p>O consumo de energia associado à distribuição, processamento e armazenamento de alimentos tem gerado cada vez mais discussões no cenário mundial, por impactar nas emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Por outro lado, segundo análise do Plano Nacional de Energia – PNE 2030, o setor de Alimentos e Bebidas é tido como um dos grandes potenciais na busca por eficiência energética. Nesse estudo, estimou-se o consumo energético associado à produção de polpa de manga, considerando desde as etapas agrícolas de plantio e cultivo, até o congelamento e armazenamento da polpa envasada, identificando os processos com maior quantidade de energia agregada. Em seguida estimou-se a eficiência energética da produção da polpa, relacionando a quantidade de energia demandada com a quantidade de energia ofertada pelo produto final. Observou-se que, enquanto 2,3x106 KJ de energia entraram no processo, apenas 2x106 KJ saíram como oferta de energia do produto final, o que representa uma eficiência de aproximadamente 87%. A utilização de coprodutos do processamento da manga como componentes da alimentação humana ou de animais, mostra-se como alternativa promissora na busca pela melhor eficiência energética do processo. Portanto, espera-se que esses resultados possam direcionar pesquisas e investimentos para técnicas que, possibilitem o aumento da eficiência energética e contribuam a redução de perdas e Emissões de gases de Efeito Estufa para a atmosfera.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/48853 ANÁLISE DO ENCADEAMENTO DE OBJETIVOS AMBIENTAIS ESTRATÉGICOS AO PLANEJAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO ESTADO DE SÃO PAULO 2022-06-07T19:49:52+00:00 Joyce Elanne Mateus Celestino joyceelanne@alumni.usp.br Marcelo Montaño minduim@sc.usp.br <p>Embora particularmente relevante no contexto da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece o planejamento e gestão compartilhados entre União, estados e municípios, a integração antecipada da variável ambiental no processo decisório e o encadeamento das ações estratégicas ao longo dos diferentes níveis de planejamento não tem sido objeto de iniciativas sistemáticas por parte dos tomadores de decisão. Deste modo, o presente artigo é voltado para um estudo do encadeamento de objetivos ambientais estratégicos no planejamento de resíduos sólidos no estado de São Paulo, a partir do que estabelecem as políticas ambientais que incidem sobre o território brasileiro. Por meio de uma análise de compatibilidade entre objetivos que integram o quadro institucional de planejamento de resíduos sólidos no estado de São Paulo e os objetivos que direcionam a implementação de políticas ambientais no Brasil, percebe-se que, apesar de haver certo nível de aderência, há lacunas importantes relacionadas à falta de encadeamento entre as esferas analisadas e, sobretudo com relação aos planos municipais, objetivos de natureza conflitante entre o que se estabelece para o gerenciamento dos resíduos sólidos e as estratégias ambientais.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/48183 PROCESSOS CONVENCIONAIS E PROMISSORES DE INATIVAÇÃO OU REMOÇÃO DO SARS-COV-2 DE ESGOTOS: REVISÃO DE PRINCÍPIOS E MECANISMOS DE AÇÃO 2022-03-08T13:43:18+00:00 Pedro Henrique Mainardi pedro.h.mainardi@unesp.br Ederio Dino Bidoia ederio.bidoia@unesp.br <p>O SARS-CoV-2 é um novo tipo de coronavírus capaz de infectar humanos e causar a síndrome respiratória aguda grave COVID-19, uma doença que, devido ao seu alto índice de disseminação e fatalidade, tem causado enormes impactos no Brasil e no mundo. Estudos publicados por diversos pesquisadores indicaram a frequente detecção de fragmentos do SARS-CoV-2 em amostras obtidas de redes de esgoto ou de estações de tratamento dos mesmos. A presença do novo coronavírus nesses ambientes tem levantado a possiblidade da transmissão indireta da COVID-19 via rota fecal-oral, ou seja, por meio do contato com águas residuais contaminadas. Além disso, a presença do novo coronavírus nesses ambientes também tem levantado a possibilidade da disseminação do SARS-CoV-2 em animais domesticados e selvagens, assim, propiciar a propagação do patógeno em surtos futuros por meio de infecções cruzadas. Sabendo que inibir a propagação do SARS-CoV-2 através de matrizes aquáticas tem se demonstrado de grandíssima importância como controle da COVID-19, e que o descarte ou reutilização das águas residuais de forma segura tem dependido diretamente da eficácia dos processos de tratamento das mesmas, o objetivo desta revisão foi de descrever os métodos convencionais de inativação ou remoção do SARS-CoV-2 de esgotos, e tecnologias promissoras que poderiam ser utilizadas com estas finalidades. No artigo, foram destacados os mecanismos de ação das técnicas e também breves recomendações que visavam fomentar práticas eficientes e seguras caso implementadas.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/48325 PRESENÇA DE POLUENTES DE LIXIVIADO NO SOLO E ÁGUAS SUBTERRÂNEAS EM LOCAIS DE DISPOSIÇÃO INADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL: REVISÃO DA LITERATURA 2022-03-30T18:01:22+00:00 Layla Ferraz Aquino laylaferrazaquino@hotmail.com Iago Antão Sabença Cruz iago.antaosc@gmail.com Giulianna Teixeira Lopes giulilopes@hotmail.com Camille Ferreira Mannarino camille.mannarino@gmail.com Elisabeth Ritter ritteruerj@gmail.com <p>A disposição de resíduos sólidos no solo de forma inadequada ainda é uma realidade em muitos municípios brasileiros. Segundo dados no SNIS de 2021, 54,9% das áreas de disposição de resíduos são lixões. A falta de remediação dessas áreas pós encerramento pode causar danos à saúde pública ao contaminar as águas subterrâneas através da infiltração de lixiviado pelo solo. Esse trabalho teve como objetivo analisar e organizar dados referentes a trabalhos de campo realizados em áreas de disposição de resíduos sólido. A consulta partiu de um material suplementar publicado em artigo em 2021 e foi complementada com busca nas bases de dados Science Direct, SciELO, Biblioteca Brasileira de Teses e Dissertações e Google Acadêmico, para o período de 01 de janeiro de 2020, a 01 janeiro de 2022. Ao todo foram 111 trabalhos selecionados, que geraram 254 grupos de dados referentes a água superficial, água subterrânea, lixiviado e solos superficiais, em profundidade e sedimentos. Foram selecionados os trabalhos que realizaram análises em mais de um meio (lixiviado, solo e/ou água subterrânea), isso reduziu o número de publicações para 31 trabalhos. Em seguida foi aplicado um novo filtro selecionando apenas os que realizaram mais de quatro campanhas de coletas de amostras, foram discutidos os dados gerados por 11 trabalhos. Os parâmetros que mais se destacaram nas análises de lixiviado, predominantemente alcalino, foram a condutividade, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), demanda química de oxigênio (DQO), o nitrogênio amoniacal e o cloreto. As amostras de água subterrânea apresentaram altos valores de condutividade e cloreto. Alguns íons de interesse para a identificação gerada pela contaminação por lixiviado como Na, K, Mg e Ca não possuem valores de referência de qualidade (VRQ) orientados pela Legislação, o que compromete a discussão dos resultados. Os diferentes solos de cada sítio contaminado foram amostrados nas áreas de influência da contaminação por lixiviado e apresentaram concentrações acima do permitido pela legislação para alguns metais como Cd, Cr, Cu e Zn. É possível notar que o lixiviado exerceu influência na natureza do solo e água subterrânea amostrados.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais https://periodicos.ufba.br/index.php/gesta/article/view/49949 SEGURANÇA HÍDRICA E A PRESTAÇÃO REGIONALIZADA DOS SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO NO BRASIL 2022-07-02T14:38:27+00:00 Sergio Rodrigues Ayrimoraes ayrimoraes@gmail.com <p>Artigo de opinião sobre a segurança hídrica e a prestação regionalizada dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Brasil.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais