https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/issue/feedRevista Feminismos2025-11-25T18:20:34+00:00Maíra Kubík Manofeminismos.neim@ufba.brOpen Journal Systems<p>A Revista Feminismos tem como objetivo divulgar estudos interdisciplinares sobre mulheres, gênero e feminismos, sob a forma de artigos, traduções, ensaios, resenhas, entrevistas, dossiês temáticos e outras manifestações intelectuais que contribuam para o debate científico e para a produção de conhecimento na área, constituindo-se um canal de interlocução com as demandas e ações do feminismo nacional e internacional. <br />Área do conhecimento: - Multidisciplinar <br />ISSN (online): 2317-2932 - Periodicidade: Quadrimestral</p>https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/46991COTA DE GÊNERO E PROCESSO DE SELEÇÃO DE CANDIDATOS PARA AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS EM CABO VERDE: O QUE MUDOU COM A “LEI DA PARIDADE”?2025-10-13T18:07:44+00:00Anilsa Sofia Correia Goncalvesgoncalvesanilsa@usp.br<p>O <em>paper</em> propõe entender os efeitos da Lei da Paridade, aprovada em 2019, no processo de seleção de candidatos para as listas dos principais partidos políticos em 2016 e 2021. Realizamos um exercício prático do cálculo de Índice de Representação das Mulheres nas duas últimas eleições legislativas, considerando a implementação da lei de cota de género. Os resultados deste exercício indicam que ao regular sobre cota de gênero e mandato de posição nas listas partidários para os cargos eletivos, a “Lei da Paridade” limita o poder dos partidos políticos de: decidirem sobre quem (no sentido de gênero) pode ser selecionado para as listas; e segundo; e, de determinar a posição que os selecionados ocupam (ordem da escalação dos candidatos). Relativamente ao reflexo da lei na representatividade de gênero das listas partidárias, observa-se um aumento significativo do percentual de candidatas mulheres nas legislativas de 2021. Aproximadamente 48,3% dos candidatos selecionados para as listas dos principais partidos em 2021 foram mulheres. O resultado das últimas eleições aumentou a presença das mulheres no parlamento nacional. Cerca de 37,5% dos eleitos são mulheres.</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Feminismoshttps://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/56493CORPOS À DERIVA2024-04-29T19:56:38+00:00Alexandra Santos Pinheiroalexandrasanpinheiro@gmail.comLaura Cristina Leal e Silvaproflauraleal@gmail.com<p>O texto aqui apresentado tem como objeto de estudo a obra literária <em>Meu corpo ainda quente</em>, da escritora contemporânea Sheyla Smanioto. Em diálogo, principalmente, com as investigações de Julia Kristeva (1982), Judith Butler (2015 e 2019) e Kate Milet (1970), a análise pretende compreender como os textos literários contemporâneos têm, pela perspectiva da autoria de mulheres, representado as múltiplas violências que acometem os corpos de mulheres. Na cidade fictícia de Vermelha, onde se ambienta o romance de Sheyla Smanioto, os corpos das mulheres se tornam locais de fascínio e medo do poder patriarcal. Essa fascinação e horror são usados para justificar formas de controle e regulação sobre os corpos das mulheres, como leis restritivas sobre direitos reprodutivos, normas e expectativas de gênero, e a imposição de códigos de conduta.</p>2025-12-27T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Feminismoshttps://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/70730VIOLÊNCIA, INFORMAÇÃO E DIREITOS DAS MULHERES2025-10-23T14:44:09+00:00Bruna Lessalessbruna@gmail.comRosa San Segundo Manuelrosa.sansegundo@uc3m.es<p>Editorial.</p>2025-11-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Feminismoshttps://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/69337CUERPOS, ALGORITMOS Y VIOLENCIAS: UNA APROXIMACIÓN A LOS ACTUALES DESAFÍOS EN LOS ESPACIOS DIGITALES2025-09-23T11:25:11+00:00Marian Blancomangeles.blanco@urjc.es<p>Este ensaio analisa, a partir dos estudos feministas e da interseccionalidade, como as plataformas digitais reproduzem e amplificam desigualdades estruturais por meio de arquiteturas algorítmicas, regimes de visibilidade e modelos de negócio baseados na atenção. A partir de casos recentes, como pornografia algorítmica e deepfakes, evidencia-se o impacto desproporcional da violência digital sobre mulheres e minorias. Examina-se também a manosfera e outros ambientes de radicalização misógina, ressaltando a cumplicidade estrutural das plataformas.</p>2025-11-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Feminismoshttps://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/69080VIOLÊNCIA INFORMATIVA NO ACESSO A SERVIÇOS DE ATENÇÃO PARA MULHERES EM MADRID-ESPANHA2025-09-04T01:17:52+00:00Bruna Lessalessbruna@gmail.com<p>Este artigo aborda a violência informativa como um dispositivo estrutural de opressão que compromete o uso efetivo das mulheres a serviços de atenção em situação de violência. Tem como objetivo analisar como este tipo de violência se manifesta no acesso de mulheres esses serviços na cidade de Madrid, na Espanha. A pesquisa, de natureza exploratória, com abordagem qualitativa, utilizou a aplicação de questionário <em>online, </em>direcionado a mulheres residentes em Madrid, para coleta e análise dos dados. Os resultados indicam barreiras informativas estruturais, como uso de linguagem técnica, ausência de escuta ativa, falta de abordagem interseccional e desarticulação dos serviços, que afetam mulheres, independentemente do nível educacional. Conclui-se que a violência informativa opera de forma silenciosa para a exclusão institucional, comprometendo o acesso a direitos e perpetuando desigualdades. Recomenda-se formação interseccional de profissionais, produção de materiais acessíveis e inclusão das mulheres no desenho dos serviços de atenção, de maneira a potencializar o sistema de atendimento.</p>2025-11-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Feminismoshttps://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/69079SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: NOMEANDO CRIMES DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER COM O USO DE ONTOLOGIAS2025-09-04T01:15:42+00:00Rochelle Martins Alvorcemrochelle.alvorcem@gmail.com<p>No Brasil, entre 2024 e 2025, cerca de 23,5 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência. O registro dessas ocorrências, realizado por meio do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FoNAR), apresenta limitações terminológicas que comprometem a precisão dos relatos e a qualidade das análises subsequentes. Com a Ciência da Informação colaborando como apoio estratégico à Ciência Policial, esta pesquisa propõe o uso de Sistemas de Organização do Conhecimento como instrumento de controle terminológico no preenchimento do FoNAR. Aplicando o METHODOE e utilizando como base a ontologia GSSO, tesauros especializados e um corpus legal brasileiro, foi construída a Ontologia da Violência contra a Mulher (OntoVcM). O modelo visa reduzir ambiguidades, qualificar registros, facilitar a interoperabilidade entre sistemas policiais e aprimorar a tipificação dos crimes, além de subsidiar estatísticas mais precisas e orientar políticas públicas de prevenção, proteção e acolhimento.</p>2025-11-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Feminismoshttps://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/70746URGÊNCIAS EM DADOS: ACERVOS, ANÁLISES E METODOLOGIAS NOS ESTUDOS SOBRE FEMINICÍDIOS NO BRASIL2025-10-25T00:09:25+00:00Gabriela Maria Pinho Lins Vergolinogabrielalinsvergolino@gmail.comFlávia Nogueira Gomesflavia.gomes@ufba.brVanessa Ribeiro Simon Cavalcantivanessa.cavalcanti@ufba.br<p>O feminicídio é definido como assassinato de mulheres por sua condição de gênero, constituindo grave violação de Direitos Humanos (Caicedo-Roa; Bandeira; Cordeiro, 2022). No Brasil, a Lei nº 13.104/15 classificou a conduta como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e a Lei nº 8.072/90 foi alterada para incluir o feminicídio no rol de crimes hediondos. Embora o esforço legislativo seja importante, há diversos entraves na sua aplicação, desde disputas conceituais ao machismo estrutural arraigado na sociedade que, atualmente, mata, em média, 04 mulheres por dia (LESFEM, 2024). Nesse contexto, o Laboratório de Estudos de Feminicídios (LESFEM), surgiu com a proposta de atuar na produção e análise de dados sobre feminicídios, colaborando com a sociedade e o Estado no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. A fim de superar os obstáculos à efetivação da legislação pertinente, e incrementar o acesso qualitativo aos dados, estes devem ser interpretados a partir de pesquisas sob a perspectiva de gênero. Este artigo propõe apresentar o arcabouço teórico que valoriza a produção feminista, bem como analisar as escolhas metodológicas de pesquisa realizadas pelo LESFEM. Pretende-se, dessa forma, colaborar na construção de caminhos possíveis, para efetivação de políticas públicas e promoção da cultura de paz. Há urgência na construção de metodologias que unifiquem dados, permitam análises interseccionais e estabeleça recomendações efetivas para o enfrentamento e coibição de violências de gênero.</p>2025-11-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Feminismoshttps://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/70823DAS RAÍZES COLONIAIS À EXPLORAÇÃO CONTEMPORÂNEA DE MULHERES NA AMÉRICA LATINA2025-10-27T13:49:31+00:00Luciane de Fátima Beckman Cavalcantelucianecavalcante@ibict.br<p>O artigo analisa como as heranças do colonialismo seguem presentes nas formas contemporâneas de exploração dos corpos femininos na América Latina. A partir de uma abordagem qualitativa e documental, de caráter exploratório e analítico-crítico, o estudo investiga reportagens recentes (2023–2025) que retratam casos de turismo sexual, tráfico de mulheres, exploração digital e trabalho análogo à escravidão. Utiliza referencial teórico de autoras feministas, marxistas e decoloniais. A análise busca compreender de que modo patriarcado, racismo e capitalismo se articulam como partes de um mesmo sistema de dominação. Os resultados apontam que a violência e a objetificação dos corpos femininos não constituem fenômenos isolados, mas expressões de uma matriz colonial de poder que se atualiza nas dinâmicas do capitalismo neoliberal.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>2025-11-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Feminismoshttps://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/71197EM BUSCA DA PROTEÇÃO: CONECTAR METODOLOGIAS, EXPERIÊNCIAS E ANÁLISES Entrevista com Ana Isabel Sani2025-11-25T18:20:34+00:00Vanessa Ribeiro Simon Cavalcantivanessa.cavalcanti@ufba.brGabriela Lins Vergolinogabrielavergolino@ufba.brFlávia Nogueira Gomesflavia.gomes@ufba.br<p>Ana Isabel Sani possui formação em Psicologia, com doutorado em Psicologia da Justiça pela Universidade do Minho. Professora associada com Agregação da Universidade Fernando Pessoa (UFP), desenvolvendo pesquisas de violência doméstica a crianças e mães e sua ligação ao apoio psicossocial e ao sistema de justiça, tendo estudos e produção acadêmica no fenômeno violência doméstica, intervenção psicológica e de estruturas sociais de apoio e sistema de justiça. Autora de diversas publicações nacionais e internacionais nas áreas de vitimologia, psicologia, forense e criminologia. Por sua profunda experiência, dedicação e compromisso ético em relação ao tema , convidamos a psicóloga para esta conversa com o objetivo de aprofundar questões a<br>respeito dos instrumentos de proteção de crianças e adolescentes contra violências no contexto doméstico e familiar, além de refletir sobre os desafios atualmente enfrentados no ambiente virtual. A entrevista foi promovida pelas três integrantes do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo, da Universidade Federal da Bahia, em julho de 2025.</p>2025-11-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Feminismos