CORPOS À DERIVA
ABJEÇÃO, CONTROLE E CORPO FEMININO EM MEU CORPO AINDA QUENTE, DE SHEYLA SMANIOTO
DOI:
https://doi.org/10.9771/rf.13.3.56493Palavras-chave:
Corpo abjeto. Meu corpo ainda quente. Violência. Sheyla SmaniotoResumo
O texto aqui apresentado tem como objeto de estudo a obra literária Meu corpo ainda quente, da escritora contemporânea Sheyla Smanioto. Em diálogo, principalmente, com as investigações de Julia Kristeva (1982), Judith Butler (2015 e 2019) e Kate Milet (1970), a análise pretende compreender como os textos literários contemporâneos têm, pela perspectiva da autoria de mulheres, representado as múltiplas violências que acometem os corpos de mulheres. Na cidade fictícia de Vermelha, onde se ambienta o romance de Sheyla Smanioto, os corpos das mulheres se tornam locais de fascínio e medo do poder patriarcal. Essa fascinação e horror são usados para justificar formas de controle e regulação sobre os corpos das mulheres, como leis restritivas sobre direitos reprodutivos, normas e expectativas de gênero, e a imposição de códigos de conduta.
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