CORPOS À DERIVA

ABJEÇÃO, CONTROLE E CORPO FEMININO EM MEU CORPO AINDA QUENTE, DE SHEYLA SMANIOTO

Autores

  • Alexandra Santos Pinheiro Universidade Federal da Grande Dourados-UFGD
  • Laura Cristina Leal e Silva Instituto Federal de Educação do Amazonas https://orcid.org/0000-0003-0519-1427

DOI:

https://doi.org/10.9771/rf.13.3.56493

Palavras-chave:

Corpo abjeto. Meu corpo ainda quente. Violência. Sheyla Smanioto

Resumo

O texto aqui apresentado tem como objeto de estudo a obra literária Meu corpo ainda quente, da escritora contemporânea Sheyla Smanioto. Em diálogo, principalmente, com as investigações de Julia Kristeva (1982), Judith Butler (2015 e 2019) e Kate Milet (1970), a análise pretende compreender como os textos literários contemporâneos têm, pela perspectiva da autoria de mulheres, representado as múltiplas violências que acometem os corpos de mulheres. Na cidade fictícia de Vermelha, onde se ambienta o romance de Sheyla Smanioto, os corpos das mulheres se tornam locais de fascínio e medo do poder patriarcal. Essa fascinação e horror são usados para justificar formas de controle e regulação sobre os corpos das mulheres, como leis restritivas sobre direitos reprodutivos, normas e expectativas de gênero, e a imposição de códigos de conduta.

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Biografia do Autor

Alexandra Santos Pinheiro, Universidade Federal da Grande Dourados-UFGD

Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1999), mestra em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002), doutora em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (2007) e pós doutora pela Univerisdad de Jaén (2012-2013). É professora associada da UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados, onde atua como professora da graduação e do Programa de Pós Graduação em Letras. Suas pesquisas e publicações estão voltadas, principalmente, aos temas: Literatura e gênero; História da Leitura e Ensino da Literatura. Líder do grupo de pesquisa NÚCLEO DE ESTUDOS LITERÁRIOS E CULTURAIS - Da UFGD, e participada do grupo POÉTICAS DO IMAGINÁRIO E MEMÓRIA- UNIOESTE. Quanto aos trabalhos de extensão, atua na Formação Continuada de Professores, com ênfase no Letramento Literário.

Laura Cristina Leal e Silva, Instituto Federal de Educação do Amazonas

Professora de Língua Inglesa do Instituto Federal de Educação do Amazonas, campus Humaitá (Brasil).
Mestranda em Letras da Universidade Federal da grande Dourados (UFGD). Faço pesquisa sobre escrita
de mulheres, corpo feminino e violência na literatura brasileira.

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Publicado

2025-12-27

Como Citar

PINHEIRO, A. S.; LEAL E SILVA, L. C. CORPOS À DERIVA: ABJEÇÃO, CONTROLE E CORPO FEMININO EM MEU CORPO AINDA QUENTE, DE SHEYLA SMANIOTO. Revista Feminismos, [S. l.], v. 13, n. 3, 2025. DOI: 10.9771/rf.13.3.56493. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/56493. Acesso em: 7 fev. 2026.