Estudos Linguísticos e Literários
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<p>Escopo: A Revista Estudos Linguísticos e Literários é vinculada aos Programas de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLinC) e Literatura e Cultura (PPGLitCult) e Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) da UFBA. A Revista publica artigos e ensaios científicos, produzidos nas áreas dos estudos linguísticos, estudos literários, estudos da tradução e estudos da linguística aplicada, a partir de um cronograma semestral ou de chamadas para números temáticos amplamente divulgados. Os artigos ou ensaios devem ser originais e inéditos e devem ter parecer positivo de pelo menos dois pareceristas.<br />Area do conhecimento: Linguística, Letras e Artes<br />ISSN (online): 2176-4794 - Periodicidade: Quadrimestral </p>Universidade Federal da Bahiapt-BREstudos Linguísticos e Literários2176-4794Os autores concedem à revista todos os direitos autorais referentes aos trabalhos publicados. Os conceitos emitidos em artigos assinados são de absoluta e exclusiva responsabilidade de seus autores.Não às minhas cicatrizes
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<p>As profundas marcas da colonização, da escravidão e da ditadura estão presentes na história do Brasil e nas subjetividades dos sujeitos. Contudo, essas mazelas não definem identidades. Este é o grito potente que o rapper Emicida traz na canção AmarElo (2019), cujo refrão entoa “permita que eu fale: não às minhas cicatrizes”. Propomos analisar o trabalho musical sob a perspectiva epistemológica do pensamento decolonial e da crítica social. Investigaremos: de que forma o compositor constrói a interseccionalidade na obra? Em quais aspectos os discursos presentes na música dialogam com a temática base do artigo? Discutindo os conceitos de colonialismo, colonialidade, eurocentrismo, decolonialidade e crítica sociocultural respondemos às questões-chave, compreendendo a complexidade construtiva desta obra e a importância desta para um novo agenciamento artístico, fora do eixo demarcador colonial.</p>Jailma dos Santos Pedreira Moreira Nádja Nayra Brito Leite
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2026-01-302026-01-307992710.9771/ell.v0i79.57329Os vícios de pronunciação
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<p>A ameaça de africanização da língua portuguesa era fonte de constante preocupação para a elite senhorial letrada no decorrer do século XIX. Entre os anos de 1856-58, no jornal Monitor Campista, norte da província do Rio de Janeiro, um autor anônimo escreveu sobre dez tópicos dos vícios de pronunciação que colocavam em risco a integridade da língua Portuguesa. Baseados numa abordagem historiográfica que concebe o negro escravizado como agente social, nos estudos da história sociopolítica da língua portuguesa e na Análise dialógica do discurso, o nosso objetivo nesse artigo é problematizar os discursos da elite senhorial letrada sobre o português falado pelos negros escravizados. De uma perspectiva decolonial, em função da análise realizada, consideramos a colonialidade da linguagem como fator central na repressão às mudanças que os negros escravizados faziam da língua oficial.</p>Carlos de Lemos
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2026-01-302026-01-3079285310.9771/ell.v0i79.57480Um fazer decolonial
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<p>A imposição de papéis sociais de gêneros parte dos preceitos advindos pelas imposições do grupo colonizador, caracterizando-se como Colonialidade de Gênero. Desse modo, o presente artigo apresenta uma ação pedagógica decolonial, por meio do Letramento Crítico, desenvolvida em uma turma de Língua Espanhola, de uma escola da zona periférica da cidade de Maceió - AL, centrando na Colonialidade de Gênero. Por meio da pesquisa-ação, trabalhamos com a elaboração cartazes produzidos pelos alunos, assim como relatos de experiências compartilhados por eles através do WhatsApp. A análise de dados desenvolvida buscou identificar e discutir a respeito dos elementos linguísticos que remetem a questão da Colonialidade de Gênero na produção escrita, evidenciando o amadurecimento da consciência crítica dos participantes da pesquisa ao longo do processo de ensino-aprendizagem da Língua Espanhola.</p>Lucas Santos de AssisNara Gleyce Cavalcante da SilvaRodrigo Agra de OliveiraFlávia Colen Meniconi
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2026-01-302026-01-3079547910.9771/ell.v0i79.57566Letramentos críticos e emersão de práticas decoloniais/contra-coloniais engajadas na educação linguística e na pesquisa
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<p>Este trabalho buscou compreender como pesquisadores e professores de línguas, participantes de um componente curricular ofertado em nosso programa de pós-graduação, ressignificam suas práxis. Tomamos como ponto fulcral os letramentos críticos (Janks, 2018; Menezes de Souza, 2011) para a emersão de práticas decoloniais/contracoloniais no ensino de línguas e na educação linguística. Os dados gerados provêm de interações em fóruns de discussão do Ambiente Virtual de Aprendizagem e de informações geradas por meio de um formulário eletrônico. Este estudo se caracteriza como uma abordagem crítico-reflexiva, focado no tratamento qualitativo dos dados e em sua singularidade e potencial heurístico. Observamos em nosso percurso mudanças atitudinais e conceituais tanto quanto à compreensão dos letramentos críticos, como também quanto ao seu potencial para estabelecer práxis decoloniais.</p>Lívia M.T. Rádis Baptista
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2026-01-302026-01-30798010910.9771/ell.v0i79.58849Emotional Intersectionality in pre-service teacher's identity and education during times of crises
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<p>In this study, we analyze the emotions revealed in the recollective reflection of a teacher educator in charge of the English Language Practicum course during emergency remote teaching. Because of the impossibility to take the pre-service teachers to schools for their practicum, the teacher educator decided to pair her group with other similar courses abroad through virtual exchange. Our analysis suggests that anxiety associated with speaking English with other international students/teachers and/or native speakers coupled with the anxiety associated with the need to deal with technology during the virtual exchanges intersected creating mixed feelings in all involved. Data analysis also suggests the need to identify, interrogate and interrupt colonial views of language proficiency associated with a certain native speaker in language teacher education.</p>Kyria FinardiEduardo Diniz de Figueiredo
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2026-01-302026-01-307911013510.9771/ell.v0i79.59774Formação docente em perspectiva
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<p>A discussão da diversidade linguístico-cultural da fronteira precisa figurar na formação de todos os docentes. No IFPR – <em>Campus</em> Foz do Iguaçu, que oferta formação docente para a área de Física, foi desenvolvido um projeto com essa prerrogativa. A condição multi/plurilíngue desse contexto e suas implicações pedagógicas não constam, entretanto, na estrutura oficial do curso. Na intenção de promover uma formação docente outra, práticas pedagógicas transgressivas se fizeram necessárias. Objetivamos, com o presente artigo, apresentar o percurso e análise de tais práticas e como elas podem contribuir para que os professores desenvolvam práticas pedagógicas anti-hegemônicas, decoloniais (QUIJANO 2009; MIGNOLO, 2010; WALSH, 2013) e culturalmente sensíveis (LADSON-BILLINGS, 1993; ERICKSON, 1987), nas escolas do cenário multilíngue/multicultural de fronteiras.</p>Marcia Palharini PessiniMaria Elena Pires Santos
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2026-01-302026-01-307913615910.9771/ell.v0i79.60053Bilinguismo em percepção decolonial e o plurilinguismo como alternativa praxiológica
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<p>Este artigo tem o objetivo de discutir, em linhas teóricas, o bilinguismo em percepção decolonial. Um dos desdobramentos das reflexões sobre o tema é a desconstrução da dicotomia sugerida pelo termo “bilíngue” a favor de uma concepção “plurilíngue” de aprendizado e uso de línguas, mais alinhada a uma visão ecológica, que considera confluências entre elas e problematiza suas fronteiras. Para isso, realizei uma pesquisa bibliográfica, que também se arvora em insumos resultantes de observações do contexto a partir do qual falo, nas quais identifiquei colonialidades em torno da formação bilíngue, discutidas criticamente no artigo.</p>Fernanda Pereira
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2026-01-302026-01-307916018210.9771/ell.v0i79.60136Entendimentos de professores em formação inicial sobre inglês como língua franca
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<p>Este trabalho apresenta um recorte de uma pesquisa de mestrado, que tinha como um de seus objetivos analisar os entendimentos e as representações sobre inglês como língua franca (ILF) nas interações e atividade(s) desenvolvida(s) pelos acadêmicos de Letras em uma disciplina de formação de professores, quando discutiram o tópico ILF. O estudo tem natureza qualitativa e baseia-se em autores como Gimenez (2015), Santos e Siqueira (2019), Duboc (2018; 2019), dentre outros. Os resultados evidenciaram que os acadêmicos atribuem ao ILF apreciações positivas e que os entendimentos deles sobre o tema apresentam as seguintes categorias: inglês como segunda língua, variedades e ILF; ILF como uma língua de contato; usos criativos da língua e apropriações locais; ILF como uma perspectiva mais flexível de ensinar e aprender a língua inglesa; cultura; a globalização e o ILF e a descentralização do falante nativo.</p> <p> </p> <p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>Bruna Sampaio Silgueiro MardeganLuciana Cabrini Simões Calvo
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2026-01-302026-01-307918320610.9771/ell.v0i79.60144O estigma da sexualidade em jogos online e o problema da "invenção do outro"
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<p>O presente artigo tem o objetivo de analisar enunciações estigmatizadas de avatares do jogo on-line <em>World of Warcraft</em>, bem como os comentários públicos a respeito das representações de gênero em jogos, discutindo como as representações da(s) identidade(s) masculina(s) são configuradas em mídias digitais, tal como o RPG (Role-Playing Game). Para isso, utilizamos a teoria decolonial, que uma das propostas é discutir a respeito da implantação do gênero como marcador eurocêntrico (Lugones, 2020); e a Análise do Discurso Crítica (ADC) com a finalidade de realizar investigações utilizando como metodologia a análise de operação da ideologia. Os resultados mostram que, nos discursos encontrados, de acordo com Thompson (2002), houve uma estratégia de construção simbólica que aponta para segmentação de grupos de indivíduos envolvidos no interesse de grupos dominantes.</p>Diego Oliveira Santos
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2026-01-302026-01-307920722610.9771/ell.v0i79.60169A dimensão experiencial da educação linguística ampliada em língua inglesa
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<p>A dimensão experiencial da educação linguística em língua inglesa reúne propostas teórico-metodológicas embasadas no translinguajar de sujeitos bi/multilíngues. Assim, neste texto, faço articulações com a translinguagem, com os estudos sobre repertório linguístico, com as opções decoloniais e com pesquisas sobre Inglês como Língua Franca (ILF) para a caracterização das bases epistemológicas dessa dimensão que busca reconceituar o ensino de línguas em lógicas outras. O objetivo, portanto, é delinear os fundamentos de um conceito que não só se pauta nas experiências de sujeitos cujas práticas de linguagem foram/são deslegitimadas por paradigmas modernos/monolíngues, como também se centra na compreensão de que agir por entre línguas e recursos diversos tem potencial disruptivo. Por fim, apresento o impacto dessa teorização numa educação linguística ampliada em língua inglesa preocupada não apenas com o saber, mas também com o ser e o sentir de maneira socialmente justa e afetivamente responsável.</p>Diogo Oliveira do Espírito Santo
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2026-01-302026-01-307922725410.9771/ell.v0i79.69749Material didático de língua inglesa para professores em formação inicial
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<p>Professores de Língua Inglesa (LI) da UESC (Ilhéus, BA) enfrentam dificuldades em encontrar materiais didáticos (MDs) que atendam às necessidades específicas de professores em formação inicial. Apesar do uso frequente de livros com objetivos comunicativos gerais, esses recursos não se alinham às demandas pedagógicas da formação docente. Esta pesquisa-ação qualitativa explora o desenvolvimento de um MD de LI adaptado às exigências profissionais dessa formação. Fundamentando-se no ensino de línguas para formação docente, Pedagogia Crítica, Linguística Aplicada Crítica e no Pós-método, o estudo aplica o modelo de sequência didática de Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004). Os resultados indicam a viabilidade de materiais contextualizados que integram teoria e prática, propondo uma abordagem estruturada para aprimorar a preparação docente.</p>Tatiany Pertel Sabaini Dalben
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2026-01-302026-01-307925527910.9771/ell.v0i79.60941Ensino de língua inglesa sob a perspectiva decolonial
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<p>Este artigo reflete sobre o ensino de língua inglesa sob a perspectiva dos estudos decoloniais, visando conscientizar e desconstruir influências coloniais no ensino de idiomas (OLIVEIRA, 2012). Destaca-se a importância do reconhecimento do inglês como língua franca, conforme a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) (BRASIL, 2018). Além disso, considera-se a visão colonialista nos exames de proficiência, que reforçam a noção da língua inglesa como estrangeira e sua suposta supremacia. O estudo também discute a aprendizagem da língua inglesa por estudantes em situação de deficiência, sob uma abordagem decolonial. Dessa forma, busca-se contribuir para um ensino mais inclusivo e equitativo.</p>Vicente Aguimar ParreirasAdriana Alves PintoGeralda Aparecida do Carmo Schyra
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2026-01-302026-01-307928029710.9771/ell.v0i79.57360Apresentação
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Natival Almeida Simões NetoCarlos Felipe PintoEliza Mitiyo Morinaka
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2026-01-302026-01-3079III10.9771/ell.v0i79.69752Dossiê "Decolonialidades e suas interfaces"
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Flavius Almeida dos AnjosSávio Siqueira
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2026-01-302026-01-30791810.9771/ell.v0i79.69751