<B>Imagens deslocadas: da posição de objeto para sujeito </B><BR>[Maristela Ribeiro]

Autores

  • Cadernos PPGAV Escola de Belas Artes UFBA

Resumo

Este texto tem como finalidade descrever algumas ações desenvolvidas durante uma mediação entre o ato criativo e os procedimentos adotados para a realização de um trabalho coletivo com algumas mulheres que vivam num asilo de idosos em Feira de Santana na Bahia. Para tanto se faz necessário discorrer sobre o contexto e as condições que antecederam esta prática. Em março de 2003 – um ano antes – eu havia iniciado um trabalho de pesquisa na área das Artes Visuais com mulheres que, por algum motivo, se encontravam afastadas da sociedade, não só em asilos de idosos, como também em hospitais psiquiátricos e presídios. Esse trabalho, que vinha sendo desenvolvido por meio de procedimentos híbridos entre a fotografia e outras linguagens visuais, buscava levantar questões sobre a problemática que permeia as condições sociais e existenciais da mulher, interagindo com situações em que essa problemática operava em seus limites extremos, suscitando questões sobre o gênero feminino, associadas à exclusão, ao abandono, à relação de menos-valia. O foco dessa investigação eram mulheres com movimentos demarcados. Tinha como objetivo traçar metaforicamente um paralelo entre esse estado e sua histórica condição de opressão. Essas criaturas viviam duplamente a sujeição: por serem mulheres e por vivenciarem experiências limítrofes.

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