Comparação do diagnóstico endoscópico com o histopatológico em crianças portadoras de esofagite
DOI:
https://doi.org/10.9771/cmbio.v2i2.4265Palavras-chave:
Esofagite, Diagnóstico endoscópico, Diagnóstico histológico, Esofagite em crianças.Resumo
O refluxo gastroesofágico representa o fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago. A doença do refluxo gastroesofágico é a condição na qual estão presentes sintomas e/ou complicações digestivas, dentre elas a esofagite. O diagnóstico da esofagite é realizado através da endoscopia digestiva alta (EDA) e do exame histopatológico da mucosa esofágica. O presente estudo teve como objetivo comparar os achados endoscópicos e histopatológicos da região esofágica em crianças portadoras de esofagite. Foram revisados resultados de EDA e de biópsias de 125 crianças com idade entre 0 a 18 anos com esofagite, no período de 1997 a 2001. Destes pacientes, 69 (52,20%) eram do sexo feminino. Nos resultados endoscópicos, 104 (83,20%) pacientes tiveram o diagnóstico de esofagite edematosa; na histologia, 48 (33,40%) das crianças apresentaram esofagite crônica, enquanto na de 29 (23,20%) não ocorreram alterações. Quando correlacionados à histopatologia, os resultados da EDA não são fidedignos a ponto de justificar-se o uso isolado desta. É fundamental a realização da biópsia para esclarecimento diagnóstico desta patologia e para acompanhamento dos pacientes. Há ainda a necessidade de múltiplas biópsias para análise adequada do processo e para identificação precoce do esôfago de Barrett.Downloads
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