Síndrome de Susac: um raro diagnóstico diferencial de surdez súbita, mimetizando esclerose múltipla – relato de caso

Autores

  • Fabiano Amaral Rodrigues dos Santos Residente R2 em otorrinolaringologia e cirurgia cérvico-facial pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital Otorrino (NEPHO), Cuiabá, MT, Brasil; http://orcid.org/0000-0002-5523-5734
  • Mário Pinheiro Espósito Doutor em Otorrinolaringologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo-SP;
  • Dercio Alvares Junior Residente R3 em otorrinolaringologia e cirurgia cérvico-facial pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital Otorrino (NEPHO), Cuiabá, MT, Brasil; http://orcid.org/0000-0003-2469-7626
  • Mariana Bastos Faria Residente R3 em otorrinolaringologia e cirurgia cérvico-facial pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital Otorrino (NEPHO), Cuiabá, MT, Brasil; http://orcid.org/0000-0003-0686-6334
  • Eliete Martins Hirsch Fonoaudióloga pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná; http://orcid.org/0000-0002-0911-3285
  • José Alexandre Borges de Figueiredo Junior Neurologista clínico, Departamento de Neurologia Clínica, Hospital Santa Rosa (HSR) Cuiabá, MT, Brasil http://orcid.org/0000-0003-1310-1380

Palavras-chave:

Síndrome de Susac. Esclerose Múltipla. Surdez Súbita. Diagnóstico diferencial.

Resumo

Introdução: a tríade clássica composta por progressiva disfunção neurológica, associada à surdez, e alterações visuais, foi descrita inicialmente em 1979 por Susac et. al. Rara, entretanto, com grande potencial de destruição, a Síndrome de Susac (SS) sempre deve ser aventada por otorrinolaringologistas em casos de surdez súbita, principalmente quando associada a quadros de encefalopatia aguda. Se diagnosticada corretamente, tratada de forma agressiva, precoce e em período adequado aumenta substancialmente o sucesso na recuperação da doença, bem como na prevenção de sequelas.Objetivo: o presente manuscrito descreve o caso clínico de uma paciente jovem, do sexo feminino, com Síndrome de Susac. Metodologia: a história clínica do caso foi desenhada a partir de anamnese detalhada com a paciente portadora da síndrome, que também nos forneceu os resultados de seus exames laboratoriais, de imagens e audiométricos. Fundamentando o tema a dados disponíveis na literatura científica, foi redigido o manuscrito a seguir. Resultados: o presente caso descreve o relato de uma jovem com SS tendo como primeira hipótese a esclerose múltipla, entretanto somente após o aparecimento completo da tríade, se confirmou o diagnóstico adequado. Conclusão: é importante incluir a hipótese da SS no diagnóstico diferencial de esclerose múltipla em adultos jovens, principalmente se a clínica do paciente evolui de forma atípica. Sutis manifestações otorrinolaringológicas ou de retina nestes pacientes, são dados essenciais e devem chamar atenção para a Síndrome de Susac.Introdução: a tríade clássica composta por progressiva disfunção neurológica, associada à surdez, e alterações visuais, foi descrita inicialmente em 1979 por Susac et. al. Rara, entretanto, com grande potencial de destruição, a Síndrome de Susac (SS) sempre deve ser aventada por otorrinolaringologistas em casos de surdez súbita, principalmente quando associada a quadros de encefalopatia aguda. Se diagnosticada corretamente, tratada de forma agressiva, precoce e em período adequado aumenta substancialmente o sucesso na recuperação da doença, bem como na prevenção de sequelas.Objetivo: o presente manuscrito descreve o caso clínico de uma paciente jovem, do sexo feminino, com Síndrome de Susac. Metodologia: a história clínica do caso foi desenhada a partir de anamnese detalhada com a paciente portadora da síndrome, que também nos forneceu os resultados de seus exames laboratoriais, de imagens e audiométricos. Fundamentando o tema a dados disponíveis na literatura científica, foi redigido o manuscrito a seguir. Resultados: o presente caso descreve o relato de uma jovem com SS tendo como primeira hipótese a esclerose múltipla, entretanto somente após o aparecimento completo da tríade, se confirmou o diagnóstico adequado. Conclusão: é importante incluir a hipótese da SS no diagnóstico diferencial de esclerose múltipla em adultos jovens, principalmente se a clínica do paciente evolui de forma atípica. Sutis manifestações otorrinolaringológicas ou de retina nestes pacientes, são dados essenciais e devem chamar atenção para a Síndrome de Susac.

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Biografia do Autor

Fabiano Amaral Rodrigues dos Santos, Residente R2 em otorrinolaringologia e cirurgia cérvico-facial pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital Otorrino (NEPHO), Cuiabá, MT, Brasil;

http://lattes.cnpq.br/1888831644888795

Mário Pinheiro Espósito, Doutor em Otorrinolaringologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo-SP;

http://lattes.cnpq.br/9034073494906462

Dercio Alvares Junior, Residente R3 em otorrinolaringologia e cirurgia cérvico-facial pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital Otorrino (NEPHO), Cuiabá, MT, Brasil;

Eliete Martins Hirsch, Fonoaudióloga pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná;

http://lattes.cnpq.br/5522938790118327

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Publicado

2017-10-27

Como Citar

dos Santos, F. A. R., Espósito, M. P., Junior, D. A., Faria, M. B., Hirsch, E. M., & Junior, J. A. B. de F. (2017). Síndrome de Susac: um raro diagnóstico diferencial de surdez súbita, mimetizando esclerose múltipla – relato de caso. Revista De Ciências Médicas E Biológicas, 16(2), 251–254. Recuperado de https://periodicos.ufba.br/index.php/cmbio/article/view/22401