Correlação entre a bactéria Helicobacter pylori e Púrpura Trombocitopênica Imune- revisão sistemática de literatura dos ultimos cinco anos

Autores

  • Marcia Cristina Zago Novaretti Universidade Nove de Julho
  • Laila Isis Póvoa Universidade Nove de Julho
  • Simone Aquino Universidade Nove de Julho

DOI:

https://doi.org/10.9771/cmbio.v14i1.12901

Palavras-chave:

Púrpura. Púrpura trombocitopênica imune. Helicobacter pylori / tratamento. Fisiopatologia.

Resumo

Introdução: a Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI), recentemente chamada de Trombocitopenia Imune é uma doença autoimune adquirida, caracterizada pela plaquetopenia. Nos últimos anos tem sido documentado casos de PTI associados à infecção pelo Helicobacter pylori (H. pylori) e que o tratamento dessa infecção aumenta a contagem plaquetária em percentual considerável de pacientes infectados por essa bactéria. Objetivo: estudar o papel da bactéria Helicobacter pylori na fisiopatologia da púrpura trombocitopênica imune por meio de revisão sistemática de literatura Metodologia: realizada pesquisa bibliográfica dos artigos tipo meta-análise e revisões sistemáticas publicados nos últimos cinco anos com extrato Qualis A1, A2 e B1 foram encontrados 33 artigos envolvendo o papel da bactéria H. pylori na PTI. Resultados: O H. pylori pode ativar os receptores Fcγ em macrófagos e monócitos bem como mimetizar a composição molecular de antígenos plaquetários. A incidência de H. pylori em pacientes com PTI crônica varia de 6,5 a 70,5%. Desse modo, pacientes com diagnóstico de PTI devem ser triados para H. pylori e, em caso positivo, devem ser tratados para essa infecção. A taxa de resposta à erradicação do H. pylori é variável, sendo maior no Japão. A erradicação do H. pylori leva a uma resposta persistente na maioria dos pacientes, sem recaídas durante mais de 7 anos de acompanhamento, sugerindo que a PTI crônica pode ser curada. Conclusão: pacientes com PTI devem ser triados para H.pylori. Nos casos em que a bactéria é identificada, deve ser erradicada. Com isso, a identificação desse subgrupo de pacientes pode evitar as complicações advindas dos tratamentos tradicionalmente usados na PTI.

Biografia do Autor

Marcia Cristina Zago Novaretti, Universidade Nove de Julho

Professora do Mestrado Profissional em Gestão em Sistemas de Saúde, Universidade Nove de Julho. Doutora em Medicina pela Universidade de São Paulo.Ex-Fellow no New England Medical center, Tufts Univ.Boston,EUA.Editora Científica da Revista Gestão em Sistemas de Saúde-Qualis B3

Laila Isis Póvoa, Universidade Nove de Julho

Aluna do Curso de Medicina, Universidade Nove de Julho

Simone Aquino, Universidade Nove de Julho

raduada em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP (Botucatu) em 1990. Especialista em Vigilância Sanitária de Alimentos e Processos Industriais de Produtos Alimentares e em Física de Radiações Ionizantes, aplicada à Vigilância Sanitária, pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Obteve o grau de mestre e doutorado pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN / CNEN-USP).Professora do Mestrado Profissional em Gestão em Sistemas de Saúde, Universidade Nove de Julho. 

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Publicado

2015-08-12

Como Citar

Novaretti, M. C. Z., Póvoa, L. I., & Aquino, S. (2015). Correlação entre a bactéria Helicobacter pylori e Púrpura Trombocitopênica Imune- revisão sistemática de literatura dos ultimos cinco anos. Revista De Ciências Médicas E Biológicas, 14(1), 101–106. https://doi.org/10.9771/cmbio.v14i1.12901